CGTP/Açores diz que o Orçamento da Região melhora rendimento dos trabalhadores
11 de dez. de 2018, 18:32
— Lusa/AO Online
“Reconhecemos
que houve da parte do governo alguma preocupação no sentido de ter em
conta as nossas reivindicações, no sentido de melhorar os rendimentos do
trabalho e de garantir um melhor emprego na região e com menos
precariedade”, adiantou, em declarações aos jornalistas, à margem de uma
reunião com o vice-presidente do executivo açoriano, Sérgio Ávila, em
Angra do Heroísmo.O
sindicalista admitiu que há “muitas situações que ainda estão longe” do
que a central sindical CGTP defende, dando como exemplo o aumento do
acréscimo regional ao salário mínimo nacional, que não foi integrado no
Orçamento para 2019, mas defendeu que “apesar de tudo o Governo Regional
tem dado passos no sentido de efetivamente diminuir a precariedade” no
arquipélago.A
CGTP e o Governo Regional chegaram a um “entendimento” sobre a
operacionalização de três medidas que o executivo se comprometeu a
implementar no próximo ano: o aumento da remuneração complementar em
12%, a contratação de 200 assistentes operacionais para as escolas e
unidades de saúde da região e a abertura de promoções para carreiras
específicas. Segundo
João Decq Mota, embora a CGTP defendesse um aumento da remuneração
complementar de 15%, o executivo açoriano aproximou-se desse valor.“Nós
tínhamos feito um desafio num programa televisivo de que o valor a ter
em conta teria de andar à volta dos sete euros. Os 12% ficam no valor de
6,94 euros, ou seja, seis cêntimos abaixo dos sete euros, o que para
nós configura um aumento justo da remuneração complementar”, frisou.O
Governo Regional dos Açores comprometeu-se a contratar 200 assistentes
operacionais nas áreas da saúde e da educação, até setembro de 2019, mas
o vice-presidente do executivo açoriano adiantou que “até ao final de
janeiro” deverá abrir já concurso para “um número muito significativo”.Sérgio
Ávila salientou ainda que o executivo vai abrir concursos para promoção
de carreiras específicas, como informática, inspeção, guardas
florestais, vigilantes da natureza, técnicos de diagnóstico e
terapêutica e técnico–profissionais, que não tinham possibilidade de
promoção. O
vice-presidente do Governo Regional defendeu que o Orçamento para 2019
“reforça significativamente a estabilidade no âmbito da administração
regional, nas áreas em que se verificava essa necessidade” e, por outro
lado, dá um “incremento salarial muito significativo” às pessoas que
tinham menos rendimentos e às que estavam há muitos anos sem poderem ser
promovidas. Questionado
sobre a possibilidade de um aumento futuro do acréscimo regional ao
salário mínimo nacional, que é atualmente de 5%, Sérgio Ávila disse que
seria uma matéria para discutir “noutro âmbito”, salientando que o
salário mínimo nos Açores será de 630 euros no próximo ano e que
registou um aumento de 20% em quatro anos. “Há
matérias ainda que poderemos trabalhar em conjunto para impulsionar
mais esse acréscimo, mas a determinação do salário mínimo é uma matéria
que tem de ser feita em série de concertação”, frisou.