CGTP/Açores desafia Governo a equiparar de "imediato" salários no público e privado
22 de mar. de 2019, 09:00
— Lusa/AO Online
“A
função pública está atualmente com 635.07 de salário mínimo e os
privados com 630 euros. Significaria um aumento de imediato, isto sem
deixar de reivindicar o acréscimo ao salário mínimo na região de 5 para
7,5%”, afirmou o dirigente sindical João Decq Mota, em conferência de
imprensa para apresentar o caderno reivindicativo dos trabalhadores
açorianos para 2019.O dirigente sindical
exortou o Governo Regional dos Açores a ter "coragem" e "não criar mais
uma desigualdade" entre os salários do privado e do público.“O
Governo Regional acordou o aumento da remuneração complementar e isso
vai à Assembleia Regional em abril. E desafiamos o executivo para que
faça também a alteração de imediato ao salário mínimo nacional”,
insistiu João Decq Mota.O dirigente
sindical explicou que "nos Açores, por força do acréscimo", o salário
mínimo nacional está atualmente nos 635.07 para os trabalhadores da
função pública, enquanto os do privado auferem 630.00 euros.“A
CGTP reivindica que o salário mínimo nacional na região passe a ser de
imediato 635.07 para todos e não se crie mais uma diferença entre
público e privado. Mas, isso, sem abdicar de um acréscimo salarial de
7,5%, em vez de 5%", frisou. Uma das
principais reivindicações do caderno apresentado hoje pela CGTP é esta
questão da "melhoria dos salários", com o foco também no "combate à
precariedade laboral" e "pelo emprego permanente".“O
desemprego na região, para o qual a CGTP-IN/Açores de há muito vem
alertando, continua a ser preocupante e atinge milhares de açorianos. Os
trabalhadores açorianos continuam a ser dos que mais baixos salários
auferem em todo o país”, apontou João Decq Mota, denunciando ainda que
os vínculos precários ou temporários se tornaram a regra geral na
constituição da relação laboral e cada vez mais no setor do turismo.O
caderno reivindicativo da CGTP-IN/Açores é "um documento orientador
geral para a atividade sindical", segundo salientou ainda João Decq
Mota, sublinhando que "este é o momento de reforçar os sindicatos para
dar mais força aos trabalhadores"."É tempo
de devolver aos trabalhadores da Administração Pública, do setor
público empresarial regional e do privado o que a legislação laboral
lhes retirou", sustentou.