CGD garante que não está previsto encerramento de agências nos Açores
25 de out. de 2024, 14:59
— Lusa/AO Online
“Tendo
em conta a preocupação manifestada por partidos políticos e autarcas da
Região Autónoma dos Açores, a Caixa Geral de Depósitos esclarece que
não está previsto o encerramento de agências nesta região”, disse à
agência Lusa uma fonte oficial da CGD.A
fonte acrescentou que, a nível nacional, o banco público “não encerrou
qualquer agência em 2023 ou em 2024, nem tem previsto qualquer
encerramento para o ano de 2025”.Autarcas e
partidos da Região Autónoma dos Açores têm manifestado preocupações
perante a possível redução de serviços de alguns balcões da CGD na
região.O Público noticiou na terça-feira,
em manchete, que a CGD pretende reduzir serviços "no interior e ilhas"
ao transformar dezenas de agências que até aqui ofereciam todos as
funcionalidades (designadamente levantar e depositar dinheiro ao balcão)
em espaços mais pequenos e com menor oferta.No
mesmo dia, o grupo parlamentar do PS questionou o ministro das Finanças
sobre a redução de serviços bancários que a CGD está a fazer para saber
que medidas serão adotadas e o líder socialista açoriano, Francisco
César, manifestou igualmente a sua preocupação.A 03 de outubro, em comunicado, a Comissão de Trabalhadores do banco
denunciou aquilo que dizia ser o “incumprimento” da CGD do “dever de
serviço público bancário”.Na terça-feira,
em declarações à Lusa, o presidente da Comissão de Trabalhadores da CGD,
Jorge Canadelo, disse que o problema está a colocar-se sobretudo em
agências do interior de Portugal continental e das ilhas e que isso é
feito pondo em causa a sustentabilidade da empresa no futuro e sem
qualquer "visão crítica" da tutela, o Governo.Questionada
pela Lusa, fonte oficial do banco público afirmou que "é completamente
falso que a CGD esteja a reduzir serviços, nomeadamente no interior ou
nas ilhas" e que "só por manifesta má-fé o investimento superior a 70
milhões de euros que a Caixa está a realizar sua extensa rede de
agências pode ser entendido como recuo de serviços, quando o mesmo se
insere num plano de transformação digital que visa servir mais e melhor
os seus clientes onde quer que eles estejam".Segundo
a CGD, a criação de agências de nova geração "não deixa ninguém para
trás e aumenta de forma significativa a sua capacidade de serviço aos
clientes, nomeadamente nas disponibilidades de tesouraria".