CGD esgota quota para créditos à habitação com garantia pública
6 de fev. de 2025, 11:55
— Lusa/AO Online
"No
nosso caso, já temos mais processos [de crédito] aprovados do que os
valores contratualizados na garantia, embora a concretização seja
lenta", disse o presidente executivo (CEO) da CGD, Paulo Macedo, na
apresentação do Observatório do Imobiliário 2025 da Century 21, em
Lisboa.Segundo o gestor, após aprovados os
empréstimos para compra de casa, já a concretização é mais lenta. Tal
deverá ter que ver com o tempo e a necessidade de reunir documentos para
a formalização do crédito e das escrituras.A
garantia pública para o crédito à habitação a jovens até 35 anos
(inclusive) aplica-se a contratos assinados até final de 2026 e permite
ao Estado garantir, enquanto fiador, até 15% do valor da transação.Na
prática, e conjugando esta garantia com as regras para a concessão de
crédito à habitação, a medida permite que os jovens consigam obter 100%
do valor da avaliação da casa, em vez dos 90% de limite que vigoram para
a generalidade dos clientes.O Governo
definiu o montante máximo da garantia pública em 1.200 milhões de euros,
sendo distribuída uma quota a cada banco, mas abriu a possibilidade de
esse valor ser reforçado se os bancos o esgotarem e se pedirem esse
reforço.Segundo o despacho de dezembro do
Governo, o Santander Totta tem a maior fatia do valor que o Governo
destinou à garantia pública, com 259 milhões de euros. Já a CGD é a
segunda com maior quota, com 257 milhões de euros.Pode
beneficiar desta garantia no crédito à habitação quem tenha entre 18 e
35 anos de idade (inclusive) e que esteja a comprar a primeira de
habitação própria permanente cujo valor não exceda 450 mil euros. Os
beneficiários não podem ser proprietários de prédio urbano ou fração de
prédio urbano e não podem ter rendimentos superiores aos do oitavo
escalão do IRS (cerca de 81 mil euros de rendimento coletável anual).Apesar
da garantia pública no crédito à habitação, segundo vários
especialistas dos setores bancário e imobiliário, o problema é que mesmo
com a garantia muitos jovens não têm rendimento suficiente e não
conseguem cumprir critérios para aceder ao crédito para comprar casa.