César vê candidatura única a líder como “reconhecimento da qualidade” de Carneiro
PS/Congresso
Hoje 12:32
— Lusa/AO Online
Carlos
César recebeu das mãos do recandidato a secretário-geral do PS,
José Luís Carneiro, a sua moção global de estratégia e três mil
assinaturas que subscrevem a recandidatura, começando com uma palavra de
agradecimento ao líder socialista “pelo seu trabalho e pela sua
coragem”.“Que fez com que hoje seja uma
personalidade referencial, um motivo de segurança no PS, um motivo de
confiança no futuro. Neste seu mandato, que se iniciou em circunstâncias
muito especiais, e de alguma fragilidade do PS, José Luís Carneiro
demonstrou não só sensatez, como competência, como capacidade
agregadora e como esperança para um futuro mais interventivo e mais
influente do PS na sociedade portuguesa”, elogiou.O
facto de se tratar de um “candidato único” porque nenhum outro se
apresentou, para o presidente do PS, “só tem um significado possível e
inteligível” que é “de reconhecimento da qualidade da liderança atual do
partido”.“Mas incumbirá certamente ao
secretário-geral, concretizada a sua eleição, protagonizar esse tempo de
futuro com maior esperança e com maior confiança para todos os
socialistas portugueses”, disse.Apesar dos
“momentos difíceis”, César mostrou-se confiante que o PS “não só está a
ser, como sê-lo-á com maior vigor no futuro, uma referência essencial
da estabilidade política, da interlocução política e da participação dos
portugueses na política”, algo que considera ser “fundamental que seja
protagonizado por partidos democráticos”.Quando usou da palavra a seguir, Carneiro devolveu os agradecimentos.“Gostaria,
em nome dos proponentes da candidatura, perto de 3 mil proponentes de
todo o país, de todas as regiões, deixar ficar este testemunho de
gratidão ao Presidente do partido, que foi a salvaguarda e a garantia do
bom funcionamento institucional, mesmo nos momentos mais difíceis
porque passámos quando, há seis meses, assumi responsabilidades de uma
liderança intercalar”, enfatizou.Para o
recandidato à liderança do PS, estes seis meses de liderança permitiram
“recolocar o PS, de novo, com uma das mais importantes garantia das
liberdades, dos direitos fundamentais de todas e de todos os cidadãos”. Assumindo
um “compromisso com o futuro”, Carneiro elencou as bases fundamentais
na qual assenta a sua moção, desde logo a “garantia de que o partido se
rejuvenesce, se moderniza, e é ele próprio uma fonte de modernização da
sociedade e do Estado”. “Em segundo lugar,
uma ideia muito clara sobre uma economia que cresce, que cria
riqueza, e que é simultaneamente justa na distribuição dos recursos e da
riqueza do país. Em terceiro lugar, uma abordagem às políticas sociais
com cariz progressista, capaz de modernizar as funções sociais do
Estado e capaz de garantir a sustentabilidade dessas mesmas funções em
termos do futuro”, elencou, defendendo ainda “um Estado mais
capacitado nas suas funções críticas de soberania e de segurança interna
e de prestígio na ordem internacional”.No
texto da moção, o recandidato à liderança do PS reiterou uma ideia que
tem defendido nas suas intervenções de que “só o PS é alternativa à
atual governação da AD”, acusando o executivo de Luís Montenegro de
insensibilidade, impreparação e incompetência e de estar cada vez mais
“submisso e refém da extrema-direita”.“Liderando
uma oposição responsável e propositiva, o PS procura convergências nas
áreas de soberania: política externa, europeia e de defesa nacional;
justiça e administração interna, desafiando o Governo a resistir ao
‘canto da sereia’ da extrema-direita e a não se desviar da matriz do
Portugal atlantista e europeísta, constituído em sociedade aberta,
livre, democrática e pluralista”, lembrou.