O
presidente do CESA, Gualter Furtado, que apresentou a proposta na
reunião plenária de hoje, referiu que foi aprovada uma recomendação ao
Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) e à administração do BPF,
“no sentido de abrirem uma estrutura” no arquipélago.O
Banco Português de Fomento “já tem uma presença na Região Autónoma da
Madeira”, disse o responsável aos jornalistas, em Ponta Delgada, na ilha
de São Miguel, no final de uma reunião ordinária do CESA, onde o
assunto foi abordado.Segundo Gualter
Furtado, o referido banco “tem uma missão que é o financiamento direto
às empresas”: “Tem uma responsabilidade grande junto da capitalização
das empresas, que é uma área a precisar de muita atuação aqui nos
Açores. Tem também uma responsabilidade ao nível da coesão territorial.
(…) E, finalmente, é o banco que, em Portugal, gere e operacionaliza os
fundos comunitários”.“É importante que esse banco tenha uma presença nos Açores e funcione aqui também”, afirmou.O
presidente do CESA contou que na reunião também foi manifestada
preocupação perante “alguma ineficiência” do BPF, uma vez que os
resultados da sua atuação nos Açores, no âmbito dos fundos comunitários e
na sua operacionalização, “tem deixado muito a desejar”.Na
proposta que foi apresentada por Gualter Furtado refere-se que a
instituição bancária foi criada com o objetivo fundamental de "promover a
modernização das empresas e o desenvolvimento económico e social do
país".“Acresce que o BPF tem hoje uma
enorme responsabilidade na gestão e operacionalização dos Fundos
Comunitários em Portugal. Sendo assim, esta instituição (BPF) tem a
obrigação de ter uma presença física nos Açores, uma Região Autónoma
Portuguesa que se defronta com muitas dificuldades ao nível da
capitalização das empresas, e depende muito dos fundos comunitários como
fonte de financiamento à economia e ao Orçamento da Região Autónoma dos
Açores, constituindo presentemente, a segunda origem externa no seu
financiamento, estimando-se que ultrapasse mesmo as transferências do
Orçamento do Estado”, lê-se no documento a que a agência Lusa teve
acesso.No texto propõe-se ao Governo da
Região Autónoma dos Açores e ao BPF “que o mais rapidamente possível
criem as condições para assegurarem a presença física nos Açores desta
instituição, dotando-a com capacidade de resposta e eficiência, por
forma a constituir mais um instrumento ao serviço da coesão
intrarregional e nacional, possibilitando que as empresas e as
instituições dos Açores sejam também incluídas na concretização da
missão" do banco.No final da reunião do
CESA, o seu presidente indicou aos jornalistas que ainda não se
realizaram eleições para a nova presidência daquele órgão, mas revelou
que foi convidado e disponibilizou-se para cumprir mais um mandato.O
CESA é um órgão colegial independente, de caráter consultivo, que tem
por objetivo fomentar o diálogo entre o poder político e a sociedade
civil açoriana, que acompanha e aconselha em matérias de caráter
económico, laboral, social e ambiental.