CESA defendem que Plano e Orçamento indiquem impacto de medidas no PIB
12 de abr. de 2021, 11:33
— Lusa/AO Online
No parecer do CESA sobre as
antepropostas de Plano e Orçamento de 2021, enviado à Assembleia
Legislativa Regional dos Açores, o economista refere que “em nome da
eficiência e boa aplicação dos dinheiros públicos, seria de todo útil
que, nestas antepropostas, as despesas e investimentos previstos fossem
acompanhadas de uma medição quantitativa dos resultados estimados, por
exemplo, no PIB [Produto Interno Bruto] regional”.A
“medição quantitativa” deve contemplar ainda os impactos “no emprego,
nas exportações e nas importações, na educação, na redução do absentismo
e abandono escolar, na fixação e atração de residentes para as ilhas
mais penalizadas com o despovoamento e envelhecimento da sua população,
na melhoria dos recursos humanos e diminuição da pobreza”.Gualter
Furtado quer que as futuras propostas de planos e orçamentos sejam
“enquadradas com informação estatística o mais atualizada possível, por
exemplo, a relativa à evolução dos depósitos e crédito nas instituições
com sede nos Açores e fora dos Açores, e por tipo de créditos e de
depósitos".Nesse capítulo, o economista
sugere a necessidade de um “prévio entendimento com o Banco de Portugal
para fornecer, atempadamente, estas estatísticas”.O
presidente do CESA entende ser necessário que os valores apresentados
para os diversos programas e ações “possam ser comparados com o
orçamentado e executado em planos e orçamentos anteriores”.Na
sequência da intervenção do secretário regional das Finanças,
Planeamento e Administração no plenário do CESA, informando que neste
Orçamento e Plano seria introduzido um sistema de gestão dos programas
“mais eficiente”, o presidente daquele órgão considera a intenção
“razoável, mas só se for devidamente acompanhada de um sistema de
controlo também ele muito eficaz e transparente”.“Expresso
o meu acordo à circunstância de – sem descurar o apoio à educação,
valorização dos recursos humanos, aos setores produtivos, ao combate à
desertificação de algumas ilhas devidamente identificas, às novas
tecnologias e às acessibilidades – nesta fase em que vivemos, de riscos
acrescidos devido à pandemia, dever ser dada uma atenção acrescida para
com os setores e profissionais da saúde”, afirma o presidente do CESA.O
primeiro Plano e Orçamento do Governo Regional formado em coligação
entre PSD, CDS-PP e PPM, e que conta com um apoio de incidência
parlamentar do Chega e da Iniciativa Liberal, vai ser discutido e votado
na próxima sessão plenária do parlamento açoriano, entre 20 e 23 de
abril.A proposta de Orçamento dos Açores para este ano é de cerca de 1.900 milhões de euros.