CESA concorda com redução da despesa nos Açores mas não diz onde cortar
Hoje 10:09
— Lusa/AO Online
“Na
generalidade, acho que este tipo de propostas são bem aceites porque a
contenção das despesas de funcionamento, nomeadamente através da
racionalização da despesa com pessoal e bens e serviços, é uma medida
necessária”, admitiu representante do CESA, Gualter Couto, durante
uma audição na Comissão de Economia da Assembleia Regional, reunida em
Ponta Delgada.Gualter Couto foi ouvido pelos deputados a propósito de uma iniciativa do
Chega, que entende que há organismos, institutos e empresas públicas a
mais na região, e que é necessário extinguir ou fundir alguns deles para
reduzir a despesa pública regional.“Apela-se
ao sentido de responsabilidade e de ponderação nas medidas a tomar,
porquanto, regra geral, essas empresas prestam, de forma geral, serviços
públicos imprescindíveis à população, e empregam um considerável número
de trabalhadores”, advertiu o empresário, adiantando que é necessário
“maior transparência e detalhe” para avaliar os impactos desses cortes.Francisco
Lima, deputado do Chega e um dos proponentes da iniciativa que está em
apreciação no parlamento açoriano, lembrou que é preciso equilibrar as
contas públicas da região e reduzir serviços que, no seu entendimento,
“não servem para nada”.Para o deputado, “é
evidente que há serviços que têm utilidade, outros têm menos utilidade e
outros até não têm utilidade nenhuma, ou são redundantes”. “E
gostaria de saber qual é a vossa opinião, então, de como é que se vai
reduzir a despesa, se não for para mexer com nada”, questionou Francisco
Lima, procurando obter respostas mais específicas por parte do CESA.O
representante do Conselho Económico e Social dos Açores evitou entrar
em pormenores, afirmando apenas que é necessário avaliar “caso a caso”.“A
cada um destes casos vamos analisar vantagens e desvantagens, quais são
os serviços que são prestados e qual a qualidade desses serviços”,
explicou Gualter Couto, que recusa a ideia de “passar um cheque em
branco” à proposta do Chega.