Certificados de óbito eletrónicos registaram hoje os primeiros mortos

15 de nov. de 2012, 16:38 — Lusa/AO online

A passagem do registo em papel das certidões de óbito para inscrições numa plataforma da internet arrancou hoje, em fase experimental, tendo os registos dos três óbitos seguido imediatamente para a conservatória do registo civil, explicou a responsável. De acordo com esta chefe de serviço, o projeto vai estender-se no próximo mês ao agrupamento dos centros de saúde do Centro e ao Hospital do Funchal. Depois deste alargamento decide-se quando deve terminar o período experimental, sendo certo que no próximo ano o alargamento vai ser feito ao resto do país, assegurou. “Temos já a confirmação de que o sistema está a funcionar bem, a conservatória do registo civil já recebeu os registos e os familiares receberam os documentos de que necessitam muito mais rápido”, disse Cátia Sousa Pinto. Segundo a responsável, os médicos têm-se mostrado “muito favoráveis” a este sistema, que permite um preenchimento rápido dos dados necessários. O facto de ter uma série de campos de preenchimento obrigatório e de integrar vários sistemas de informação permite reunir o máximo de informação possível em relação aos óbitos e diminuir as causas desconhecidas, destacou. O SICO integra assim informação do Ministério Público, das autoridades policiais, dos hospitais e dos centros de saúde e do instituto de medicina legal. Este é um projeto pioneiro “reconhecido como muito importante pela Organização Mundial de Saúde”, que está a ser experimentado pela primeira vez em Portugal e em mais alguns países, salientou Cátia Sousa Pinto. “A resposta nos países onde já foi iniciado como piloto é que a melhoria da informação que se obtém é muito significativa”.