Cerca de sete milhões de passageiros afetados em voos de Portugal em 2018
8 de jan. de 2019, 12:51
— Lusa/AO Online
De acordo com um
comunicado da empresa de defesa dos direitos dos passageiros aéreos,
cerca de 64.000 voos com partida em Portugal, correspondentes a 34% das
ligações, "chegaram ao destino com mais de 15 minutos de atraso ou foram
cancelados".
Segundo a AirHelp, a percentagem de voos afetados corresponde, em média,
a 20 mil pessoas lesadas por dia, cerca de sete milhões no total de
2018, dos quais 340 mil terão direito a compensação de acordo com o
regulamento EC261.
O regulamento EC261 estabelece regras europeias para a indemnização e
assistência a passageiros de transportes aéreos em caso de recusa de
embarque e de cancelamento ou atraso considerável.
Em termos percentuais, de acordo com os dados da AirHelp, a companhia
aérea que registou mais perturbações nas partidas de Portugal foi a
Azores Airlines, subsidiária do Grupo SATA que opera fora dos Açores,
com 44% das ligações afetadas, seguindo-se a TAP (41%), a SATA Air
Açores, também subsidiária do Grupo SATA (29%), a Easyjet (27%), e a
Ryanair, que com 19% das conexões afetadas apresentou a melhor
performance.
Já em termos nominais, o maior número de voos com perturbações foi
registado pela TAP, com cerca de 32.900 conexões afetadas, seguindo-se a
Ryanair (cerca de 5.700), Easyjet (5.600), SATA Air Açores (4.500) e
Azores Airlines (2.500).
Relativamente aos aeroportos, o Humberto Delgado, de Lisboa, apresentou
maior percentagem de voos com perturbações, com 37%, seguindo-se-lhe os
aeroportos João Paulo II, em Ponta Delgada, com 34%, o Francisco Sá
Carneiro, no Porto, com 26%, o Cristiano Ronaldo, na ilha da Madeira,
com 24% e o de Faro, com 15%, que apresenta a melhor prestação.
Em termos nominais, o aeroporto de Lisboa também foi o que registou
mais perturbações nas partidas, com cerca de 38.700 conexões afetadas,
seguindo-se os aeroportos do Porto (cerca de 11.500), Faro (3.900),
Ponta Delgada (3.100) e Madeira (2.500).
Segundo a AirHelp, fundada e presente em Portugal desde 2013, 2018
"bateu recordes em termos de perturbações e de passageiros com direito a
compensação", com os números mundiais a apontar para mais de 10 milhões
de pessoas com direito a serem compensadas por perturbações nos voos.