Cerca de 5000 polícias manifestam-se para exigir atualizações salariais e maior investimento
25 de out. de 2018, 19:01
— Lusa/AO online
O
número de polícias presentes na manifestação, que decorre entre a Praça
do Comércio e a Assembleia da República, foi avançado à agência Lusa
pelos organizadores do protesto - a Comissão Coordenadora Permanente
(CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e
Serviços de Segurança. Os
manifestantes, sobretudo elementos da PSP e GNR, saíram da Praça do
Comércio às 18:40 e gritam palavras de ordem como "Cabrita o que é isto?
Um país seguro e os polícias nisto", "Oh Costa, basta de empurrar, a
segurança não se faz a brincar", "Polícias Unidos Jamais serão
Vencidos". Apesar
de o Ministério da Administração interna (MAI) ter anunciado hoje que
vai pagar a partir de janeiro de 2019 os subsídios relativos ao período
de férias, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de
Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que "vale a
pena manter a luta", porque o problema não fica totalmente resolvido,
faltando saber como serão pagos os retroativos desde 2011. Paulo
Rodrigues disse também que há outros problemas na PSP, designadamente
falta de efetivos e de investimento, dando como exemplo as deficiências
ao nível da frota automóvel e do sistema informático.O
presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), César
Nogueira, disse à Lusa que o MAI fez promessas em dia de protesto, mas o
que é necessário é resolver problemas como o desbloqueamento das
carreiras, a contagem do tempo em que as carreiras estiveram congeladas e
o reconhecimento da profissão de desgaste rápido.Durante
o protesto, os polícias empunharam bandeiras dos vários sindicatos
representados e exibiram cartazes onde se pode ler: "Basta de
desconsideração", "Exigimos o desbloqueamento das carreiras" e "Cumpram
as leis e as decisões judiciais".Integram
a CCP dos sindicatos e associações do setor, a ASPP, a APG, Sindicato
Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Associação Socioprofissional da
Polícia Marítima, o sindicato dos inspetores do Serviço de Estrangeiros e
Fronteiras (SEF) e os profissionais da Autoridade para a Segurança
Alimentar e Económica (ASAE).