Ministro admite que pautas não sejam afixadas se houver exames por classificar
Hoje 11:56
— LUSA/AO Online
"Há sempre riscos, claro. Enquanto eu não
tiver as provas todas corrigidas, claro que há riscos", disse Fernando
Alexandre, em declarações aos jornalistas à margem do Encontro Ciência e
Inovação 2026, que está a decorrer no Centro de Congressos de Lisboa.As
notas das mais de 300 mil provas realizadas pelos alunos dos 11.º e 12º
anos deverão ser afixadas na sexta-feira, mas, na véspera do prazo,
faltam ainda corrigir 0,7% das respostas.Questionado
sobre o cumprimento do prazo, Fernando Alexandre disse estarem reunidas
as condições para que isso aconteça, mas não garantiu a publicação dos
resultados se ainda houver exames por classificar."Reunimos
todas as condições tecnológicas, está tudo preparado e durante a tarde
poderão começar a ser enviadas para as escolas as provas que
estão fechadas, para as poderem publicar amanhã, mas, obviamente, temos
que fechar todas as provas", respondeu.Perante
a insistência dos jornalistas, o governante manifestou-se “convicto” de
que a classificação dos exames estará finalizada até ao final do dia,
mas ressalvou que a prioridade do seu Ministério é garantir que “as
notas serão publicadas com todo o rigor, com toda a transparência e com
todos os instrumentos de verificação”.“Faltam
décimas para corrigir e o sistema educativo, como um todo, tem que ter
capacidade de resposta”, afirmou, apelando à “compreensão e esforço” dos
professores na reta final deste processo em que “todas as horas são
decisivas”.O prazo para concluir a
classificação dos exames nacionais do ensino secundário terminou na
quarta-feira, depois de adiado por duas vezes devido aos problemas com o
modelo de classificação digital.Segundo o
ministro da Educação, Ciência e Inovação, estão classificados 99,3 dos
itens, mas as principais dificuldades mantêm-se às disciplinas de
Português e Matemática.Fernando Alexandre
justificou o atraso com a dificuldade em recrutar professores para
classificar os exames nacionais de algumas disciplinas, relatada à
tutela pelo Júri Nacional de Exames, e apelou, por isso, à
disponibilidade dos docentes.Antecipando a
2.ª fase dos exames nacionais, adiada para entre 21 e 24 de julho, o
ministro adiantou que será novamente implementado o modelo de
classificação digital, uma vez que “todos os problemas tecnológicos
foram corrigidos”.Pela primeira vez este
ano, os exames nacionais do ensino secundário estão a ser avaliados em
formato digital, mas o processo tem registado falhas técnicas desde o
início e, devido aos constrangimentos, o MECI já tinha adiado, em quatro
dias, os prazos inicialmente previstos.As
classificações dos mais de 300 mil exames realizados pelos alunos dos
11.º e 12.º anos deveriam ficar concluídas na terça-feira, para que as
pautas fossem afixadas na sexta-feira, mas o ministério decidiu dar mais
um dia aos professores para terminar o trabalho.