Cerca de 30% dos projetos ainda não tem concurso público lançado
PRR
2 de set. de 2024, 17:46
— Lusa/AO Online
Pedro Dominguinhos
falava aos jornalistas durante uma visita ao Varadouro de São Lázaro, no
Funchal, onde está hospedado o veículo autónomo de superfície com
capacidade de recolha de informação hidrográfica e oceanográfica, um
projeto financiado pelo PRR.Acompanhado do
secretário regional das Finanças, Rogério Gouveia, o presidente da
comissão realçou que iniciou uma visita de três dias à Madeira para
“acompanhar os projetos que são da responsabilidade da própria região,
bem como outros projetos que os vários promotores conseguiram conquistar
a nível nacional”.De acordo com o
responsável, os projetos que estão no terreno, contratados, em fase de
construção ou em fase de análise e avaliação de propostas, “já
ultrapassam os 70%”, quer na região autónoma como no continente.Cerca
de 30% não tem ainda concurso público lançado, admitiu Pedro
Dominguinhos, referindo que os projetos que envolvem obra pública têm
sido os mais desafiantes, face à elevada procura registada no setor da
construção civil.Falando do que já visitou
na região, Pedro Dominguinhos disse que tanto nas áreas da habitação,
das tecnologias oceânicas e também da eficiência hídrica “os
investimentos estão muito avançados”.“Há
depois outras áreas, designadamente a área social, que são mais
desafiantes e que naturalmente das diferentes entidades, quer ao nível
do Governo Regional, quer os privados ou o setor social, […] tem de
haver um sentido de urgência significativo para responder a essas mesmas
questões”, acrescentou.Há projetos cujo
concurso público ficou deserto várias vezes, referiu, como é o caso de
uma estação elevatória promovida pela Águas e Resíduos da Madeira, para a
qual já foram lançados quatro concursos.“Eu
diria que, face às reuniões que tivemos, aqueles mais preocupantes, no
sentido de uma maior dimensão de obra pública, estão relativamente
controlados, eventualmente com dois ou três meses de atraso, mas isso é
algo que é perfeitamente expectável e que pode ser recuperado dentro do
prazo de execução física do Plano de Recuperação e Resiliência”,
afirmou.O presidente da Comissão Nacional
de Acompanhamento do PRR acredita que, apesar das “vicissitudes” do
mercado, com “muita resiliência, com um desafio muito forte, também com
uma urgência na avaliação e concretização dos projetos, será possível
naturalmente o cumprimento das metas e dos marcos nos prazos que estão
previstos”.“Temos de fazer tudo para
garantir que os concursos são lançados a tempo e horas, que somos
céleres na avaliação das propostas e que, como é óbvio, depois temos a
capacidade de implementar esses mesmos projetos”, sublinhou.O
secretário regional das Finanças, Rogério Gouveia, salientou que os
“níveis de implementação e de colocação dos investimentos no terreno”
são “bastante significativos”, superando os 30%.“E
estamos permanentemente a monitorizar esses mesmos projetos no sentido
de que, quer aquilo que foi executado, quer a plena execução do PRR,
sejam uma realidade até ao ano de 2026”, assinalou.“Isto
não significa que ao longo do tempo não tenhamos de fazer alguns
ajustamentos, como já o fizemos em sede de reprogramação. O próprio
mercado é dinâmico, os projetos também têm naturezas e dimensões várias
e, portanto, algumas mais complexas do que outras, e é isso que nós
temos vindo a fazer de forma permanente e com bons resultados”,
ressalvou.