Cerca de 2,84% dos açorianos tiveram de interromper tratamento devido à falta de medicamentos
8 de ago. de 2019, 16:46
— Susete Rodrigues/AO Online
Os dados do Centro de
Estudos e Avaliação em Saúde, referem que dos 39,79% dos utentes
das farmácias na Região, cerca de 18,09% recorreram a uma nova
consulta para obter o medicamento disponível e 2,84% tiveram mesmo
de parar o tratamento.
Na análise, as regiões
mais desertificadas e economicamente mais desfavorecidas do interior
do país são as que declararam maiores dificuldades no acesso à
medicação prescrita.
Nos distritos de Beja e
Guarda a percentagem chega quase aos 70% (68,22% e 67,30%,
respetivamente, adianta nota da
CEFA.
O mesmo estudo conclui que
a falta de medicamentos nunca afetou tanto os portugueses: 3,4
milhões (52,20%) depararam-se com este problema e 371 milhões
(5,70%) foram forçados a interromper a terapêutica.
A indisponibilidade de
medicamentos levou ainda 1,4 milhões (21,50%) de utentes a recorrer
a consulta médica para alterar a prescrição.
O recurso a estas
consultas causou elevados custos quer para o sistema de saúde (35,3
a 43,8 ME), quer para o utente (2,1 a 4,4ME).
Os inquéritos para o
relatório sobre o “Impacto da Indisponibilidade do Medicamento no
Cidadão e no Sistema de Saúde”, da CEFAR, foram realizados na
primeira semana de abril deste ano e contaram com a participação
dos utentes de 2.097 farmácias em Portugal.