Cerca de 2.000 pessoas protestam em Miami contra morte de George Floyd
31 de mai. de 2020, 10:31
— AO Online/ Lusa
Convocados pelas organizações "Save the Kids" e "Dreams Defenders", entre outras organizações civis, os manifestantes reuniram-se no Torch of Friendship Park, no centro de Miami.Usando máscaras e nem sempre mantendo a distância de segurança estabelecida como medida de combate à pandemia de covid-19, caminharam em direção a uma esquadra de polícia próxima."Não nos matem" e "Parem estas perseguições", exigiram em coro perante alguns polícias que assistiam à manifestação.A marcha também cantava a frase que se tornou um lema: "Não consigo respirar", as palavras que Floyd proferiu enquanto implorava ao polícia que o prendeu, Derek Chauvin, para o libertar.George Floyd, que estava desarmado e não terá oferecido resistência à detenção, foi mantido contra o chão pelo polícia que lhe colocou um joelho no pescoço, o que acabaria por o matar.Os manifestantes no centro da cidade de Miami empunhavam cartazes onde se lia "Os negros são amados" e "Vidas negras também contam".Não houve registo de confrontos graves como os que ocorreram em outras manifestações nos Estados Unidos, que incluíram grandes cidades como Nova Iorque e Los Angeles.Em todos os EUA, pelo menos duas pessoas morreram nos incidentes e dezenas ficaram feridas, algumas delas agentes da polícia, alvos da raiva dos manifestantes.Entretanto, em Coral Gables, uma das cidades mais prósperas do condado de Miami-Dade, houve outro protesto com dezenas de manifestantes.O prefeito de Miami, Francis Suarez, e o chefe da polícia da cidade, Jorge Colina, lançaram um "apelo à calma".Colina criticou, na quarta-feira, a detenção de Floyd em Minneapolis, e garantiu aos subordinados que nenhum treino ensina uma ação tão "profundamente perturbadora".O agente que prendeu Floyd foi detido sob a acusação de homicídio em terceiro grau e de homicídio involuntário.