Cerca de 2.000 crianças foram vítimas de acidentes rodoviários em 2025
Hoje 12:21
— Lusa/AO Online
Este
sábado assinala-se o Dia Nacional da Segurança Infantil e a agência
Lusa pediu dados à GNR e à PSP sobre o número de crianças vítimas de
acidentes.A Guarda Nacional Republicana
(GNR) contabilizou este ano, até 30 de abril, “529 vitimas de acidentes
rodoviários”, entre elas duas vitimas mortais, registando-se 106
envolvendo bicicletas, 356 envolvendo automóveis e 67 com peões.Em
2025, a GNR registou 1.271 crianças vítimas de acidentes rodoviários
enquanto passageiras, mais 75 do que em 2024. Já os acidentes com
crianças em velocípedes aumentaram de 325 para 406 vítimas em 2025,
enquanto o número de peões atropelados passou de 234 para 236 também de
2024 para 2025.Os dados da GNR mostram que
os acidentes em que as crianças seguiam como passageiras continuam
nestes dois anos a representar a maioria das ocorrências, seguidos dos
acidentes com velocípedes e dos atropelamentos.Os acidentes referenciados pela GNR referem-se a acidentes com crianças entre os zero e os 16 anos.Segundo
a Policia de Segurança Publica (PSP) morreram 14 crianças ou jovens
menores de idade, entre 2020 e 2025, das quais três em 2025.Seis crianças morreram devido a quedas, cinco por afogamento, duas por engasgamento e uma por estrangulamento.Quanto
ao local das ocorrências, a PSP referiu que a “residência particular é a
que regista mais ocorrências” com nove, a via pública e o
estabelecimento de ensino, ambos com duas, e o espaço de diversão
aquática com uma.A PSP disse que estes
acidentes ocorreram entre os 0 e os 17 anos, com maior incidência nas
faixas etárias mais baixas”, mas sem especificar.Por
seu lado, contactada pela Lusa, a Associação para a Promoção da
Segurança Infantil (APSI) alertou que os “afogamentos continuam a ser
dos acidentes mais graves envolvendo crianças, ocorrendo
maioritariamente em piscinas, poços e tanques”.A
associação lança anualmente uma campanha de prevenção de afogamentos,
no mês de julho, em que, por norma, “se verifica o maior número de
afogamentos de menores”.Segundo a GNR,
relativamente a afogamentos, em 2024, registaram-se 11 e em 2025 foram
registados cinco. Destas, três crianças morreram em 2024. Em 2025 não se
registou nenhuma vítima mortal por afogamento na área tutelada pela
GNR.“Proteger uma criança não é vigiá-la
constantemente e não deixar que nada lhe aconteça. Prevenção real não
vem do medo permanente do adulto. Prevenção eficaz começa na construção
da autonomia da criança”, lê-se num comunicado da APSI.A
GNR também recomenda que se combata “a falsa sensação de segurança em
ambiente doméstico”, incentivando “a adoção de medidas de prevenção,
nomeadamente a utilização de barreiras físicas e a manutenção de
vigilância ativa”.