Centros de resíduos dos Açores vão ter "equipamentos de compostagem"
4 de nov. de 2021, 16:46
— Lusa/AO Online
O anúncio foi
feito, na Assembleia Legislativa dos Açores, pelo secretário
regional do Ambiente e Alterações Climáticas, Alonso Miguel, que
adiantou que o investimento que o executivo, de coligação
PSD/CDS-PP/PPM, pretende efetuar “destina-se a atingir as metas de
reciclagem dos resíduos domésticos da região”.“Nós
estamos a preparar um processo de reestruturação dos centros de
resíduos da região, com vista à instalação de equipamentos de
compostagem, orçado em 4,4 milhões de euros, dos quais 2,8M já no Plano
de 2022”, explicou o governante, ouvido pelos deputados da Comissão de
Assuntos Parlamentares, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na
cidade da Horta, a propósito das propostas de Plano e Orçamento do
Governo para o próximo ano.Segundo Alonso
Miguel, os centros de resíduos não estavam preparados para a
compostagem, processo biológico em que os micro-organismos transformam a
matéria orgânica (como o estrume, folhas e restos de comida) em
material composto, que pode ser utilizado posteriormente como adubo ou
fertilizante.O titular da pasta do
Ambiente no arquipélago destacou também o aumento de verbas inscritas no
Plano de Investimentos do executivo para o próximo ano, que totaliza
27,5 milhões de euros, “mais 45% do que no plano deste ano”, resultado
da aprovação de um conjunto de candidaturas a programas comunitários,
como o REACT-EU, financiado a 100% pela Europa.O
governante manifestou, por outro lado, preocupação com o investimento
que é necessário realizar na monitorização dos cerca de sete mil
quilómetros da rede hidrográfica nos Açores, que considerou ser
fundamental “para evitar cheias, como as que ocorreram recentemente nas
Sete Cidades e nos Mosteiros”, na ilha de São Miguel.Confrontado
por um deputado da oposição sobre a inexistência nas propostas de Plano
e Orçamento para 2022 de uma meta, nos Açores, relativamente à
neutralidade carbónica, o secretário regional do Ambiente e das
Alterações Climáticas explicou que há ainda um longo trabalho de
preparação que é necessário efetuar, antes dessa meta ser definida.“Temos
um projeto de criação de um roteiro para a neutralidade carbónica, para
sabermos o nível de emissão de gases com efeito de estufa”, adiantou
Alonso Miguel, explicando que só depois de ser calculado esse valor, e
de se saber quais as emissões de gases que existem nos diversos setores
de atividade nos Açores, é que será possível “definir um conjunto de
medidas para alcançar a neutralidade carbónica”.O
Orçamento da Região para 2022 ultrapassa os 2 mil milhões de euros, 800
milhões dos quais se destinam a investimento.