Centros de migrantes geridos por Itália na Albânia operacionais em 01 de agosto
Migrações
5 de jun. de 2024, 15:09
— Lusa/AO Online
Durante
uma visita a um terceiro ponto na cidade portuária de Shengjin, na
Albânia, com o primeiro-ministro albanês, Edi Rama, Meloni revelou que o
protocolo bilateral “prevê uma despesa de 670 milhões de euros durante
cinco anos, 134 milhões por ano”, o que “corresponde a 7,5% das despesas
relacionadas com o acolhimento de migrantes em território nacional”.“Estes
recursos não devem ser considerados um custo adicional”, defendeu
Meloni, referindo que os migrantes que não chegam a entrar em Itália e
ficam nestes centros na Albânia “custariam [mais] dinheiro” ao seu país.Os
centros deveriam ter sido inaugurados a 20 de maio, mas registaram-se
atrasos na construção e nos procedimentos. A Itália está a investir num
terceiro centro de acolhimento.O projeto
recebeu críticas de grupos de defesa dos direitos humanos por
externalizar o processo de migração e criar uma ‘nova Guantánamo’
(prisão norte-americana em Cuba), mas vários outros países europeus
afirmaram que gostariam de replicar esta solução. Meloni
recordou que, nos termos do protocolo bilateral que cria os centros, as
mulheres, as crianças e os “frágeis” não serão levados para a Albânia.“O
elemento mais útil deste projeto é que pode ser um instrumento
extraordinário para dissuadir aqueles que querem chegar à Europa de
forma irregular e para combater os traficantes. E isto também significa
contenção de custos”, referiu a governante italiana.“A
Itália e a Albânia são nações historicamente amigas, habituadas a
trabalhar em conjunto, e quero agradecer mais uma vez ao
Primeiro-Ministro Rama e ao povo albanês por oferecerem a sua ajuda e
por celebrarem connosco um acordo que tem uma grande dimensão europeia”,
afirmou Meloni.“Se o acordo com a Itália
se revelar um erro, será um erro cometido com o coração e não por
cálculos perversos", afirmou, por sua vez, Rama.A oposição italiana considera que o projeto é demasiado dispendioso e que não terá grande impacto no número de imigrantes.A
organização não-governamental SOS Mediterrâneo também criticou
duramente os acordos, considerando-os “ilegítimos” e “um desperdício
inútil de recursos”, e apelou à sua revogação.A
imigração é um dos temas centrais na reta final da campanha para as
eleições europeias em Itália, que decorrem a 8 e 9 de junho.