Centro Experimental da Lagoa Seca vai acolher Centro de Interpretação da Fruticultura
Hoje 09:46
— Lusa/AO Online
O
anúncio foi feito pelo secretário regional da Agricultura e Alimentação,
António Ventura, durante uma visita ao espaço, localizado nas Furnas,
no concelho da Povoação, ilha de São Miguel.Estas
intervenções estruturantes, que implicam a recuperação do edifício
existente, serão financiadas pelos projetos europeus LIFE IP AGRILOOP e
LIFE POLINIZAÇORES, candidaturas submetidas pela Secretaria Regional da
Agricultura e Alimentação e que foram aprovadas com um financiamento
global de 30 milhões de euros, segundo adianta o Governo açoriano.Citado
numa nota divulgada pelo executivo regional, o titular
da pasta da Agricultura sublinha que a visita ao centro experimental
"representa muito mais do que o acompanhamento de um projeto", pois
"marca o início de uma nova fase de revitalização para um espaço com
enorme valor histórico e científico, que passará a assumir um papel
estratégico na agricultura dos Açores".Segundo
o governante, o objetivo passa por transformar o Centro Experimental da
Lagoa Seca "numa referência na demonstração de soluções inovadoras, na
preservação do património genético frutícola e na promoção de práticas
agrícolas sustentáveis e regenerativas", colocando "o conhecimento ao
serviço dos agricultores e das futuras gerações".O
Governo dos Açores adianta que o Centro Experimental da Lagoa Seca
desempenha "um papel determinante na conservação de coleções de
variedades regionais de macieiras, pereiras, ameixeiras e kiwis, muitas
delas raras ou em risco de desaparecimento". Por
outro lado, os Serviços de Desenvolvimento Agrário de São Miguel têm
vindo a recolher variedades tradicionais em todo o arquipélago, com o
objetivo de instalar ali "uma verdadeira reserva genética da
fruticultura açoriana".Os novos
investimentos preveem também a instalação e requalificação de campos
demonstrativos de agricultura biológica e ações de promoção da
biodiversidade, nomeadamente com a criação de faixas para polinizadores e
viveiros destinados à propagação de espécies vegetais, visando "uma
agricultura mais sustentável, resiliente e amiga dos ecossistemas",
adianta o executivo.O espaço destaca-se
também pela "riqueza do seu património paisagístico e ornamental",
reunindo diversas espécies arbóreas e arbustivas, incluindo uma vasta
coleção de camélias, dispersa em vários núcleos, azáleas, hortênsias,
planta do chá, rododendros, magnólia chinesa, magnólia de
cheiro-a-banana, corticeira, faia europeia, ácer japonês, castanheiro,
nogueira pecã, entre outras.Com esta
transformação, o Governo dos Açores "reforça a sua estratégia de
investimento na investigação aplicada, na inovação agrícola e na
valorização dos recursos endógenos", com o objetivo de promover "um
setor primário cada vez mais competitivo, resiliente e preparado para os
desafios económicos e ambientais do futuro", refere a nota.