Centro Europeu pondera rever risco após aumento de casos na China, se necessário
Covid-19
3 de jan. de 2023, 11:28
— Lusa/AO Online
O
ECDC indica na sua página oficial que, juntamente com os
Estados-membros da União Europeia e a Comissão Europeia, aumentou as
suas atividades de acompanhamento após o número de casos de covid-19 ter
atingido um nível recorde na China continental, com um pico a 02 de
dezembro de 2022.O Centro refere
igualmente estar a trabalhar em estreita colaboração com a Organização
Mundial da Saúde (OMS)/Europa e a OMS/Sede, sublinhando estar em
contacto regular com o Centro Chinês de Controlo e Prevenção de Doenças
(China CDC) e com os principais CDC a nível mundial.O
organismo salienta também que vai continuar a acompanhar e comunicar
regularmente as ameaças emergentes das variantes SARS-CoV-2 através do
seu grupo de trabalho “Análise Estratégica das Variantes na Europa”
(SAVE), onde continuarão a ser avaliadas as variantes e as tendências
epidemiológicas nos países vizinhos da China, bem como na UE/EEE.O
número de casos de covid-19 atingiu um nível recorde na China
continental, com um pico em 02 de dezembro de 2022 e nas últimas três
semanas, a incidência diminuiu, provavelmente também devido a um mais
pequeno número de testes realizados, resultando em menos infeções sendo
detetadas, segundo o ECDC.De acordo com o
Centro, continua a haver falta de dados fiáveis sobre os casos de
covid-19, internamentos, mortes e a ocupação nas unidades de cuidados
intensivos na China.“Nas próximas semanas,
são esperados níveis elevados de infeções por SARS-CoV-2 e uma maior
pressão sobre os serviços de saúde na China, devido à baixa imunidade da
população e ao relaxamento das intervenções não farmacêuticas”, refere o
organismo.O ECDC diz que as variantes que
circulam na China já circulam na UE e, como tal, não são um desafio
para a resposta imunitária dos cidadãos da UE/EEE. Numa
nota publicada a 29 de dezembro do ano passado, o Centro tinha
considerado injustificada a despistagem obrigatória da covid-19 na União
Europeia para os viajantes oriundos da China.Para
o ECDC, "as infeções potenciais" que poderiam ser importadas são
"bastante pequenas" face ao número de casos que circulam diariamente,
sendo que os sistemas de saúde "são hoje capazes de gerir" a doença.A
União Europeia absteve-se a 29 de dezembro de seguir a decisão de
vários países de exigir testes à covid-19 aos viajantes provenientes da
China que chegam aos seus aeroportos, mas prometeu manter-se vigilante e
pronta a agir em conjunto.Após restrições
rigorosas de viagem no auge da pandemia, a União Europeia regressou
este outono a um sistema pré-pandemia de viagens livres, mas os
países-membros concordaram que um "travão de emergência" pode, se
necessário, ser ativado num curto período de tempo para enfrentar um
desafio inesperado.