Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos integra rede Ciência Viva
11 de nov. de 2024, 17:15
— Lusa/AO Online
“A
integração do Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos num lote
restrito de centros que integram a rede de Centros de Ciência Viva do
país, é um momento que muito prestigia a região e a ilha do Faial, em
particular”, refere Alonso Miguel, citado num comunicado do Governo
Regional açoriano (PSD/CDS-PP/PPM).O
protocolo de integração do Centro de Interpretação do Vulcão dos
Capelinhos, como membro associado, na rede nacional de Centros Ciência
Viva, foi assinado pelo secretário regional do Ambiente e Ação
Climática dos Açores, na ilha do Faial.O
Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos junta-se ao Expolab,
instalado na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, como membros
associados da rede de Centros de Ciência Viva e como representantes da
Região Autónoma dos Açores no conjunto de 21 centros em todo o
território nacional.“O vulcão dos
Capelinhos representa uma das paisagens mais emblemáticas dos Açores,
sendo o terreno emerso mais recente de Portugal, em resultado da erupção
que teve início a 27 de setembro de 1957 e que se prolongou por 13
meses”, aponta Alonso Miguel.Segundo o
governante, trata-se de um fenómeno que “mudou o mundo, sendo o primeiro
vulcão submarino a ser devidamente estudado e documentado durante toda a
sua atividade, abrindo portas a uma melhor compreensão sobre formação
de ilhas vulcânicas, despertando, por isso, desde sempre, o interesse da
comunidade científica nacional e internacional”. O
vulcão dos Capelinhos foi classificado como Reserva Florestal Natural
Parcial, nos anos 80, sendo mais tarde classificado como Monumento
Natural, integrado no Parque Natural do Faial.Integra
ainda a Zona Especial de Conservação e a Zona de Proteção Especial da
Caldeira e Capelinhos, no âmbito da Rede Natura 2000, e está reconhecido
como “geossítio de relevância internacional do Geoparque Açores,
integrado na Rede de Geoparques Mundiais da UNESCO”.O
Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, inaugurado em agosto
de 2008, é um espaço que valoriza o património científico e
sociocultural, tendo um caráter informativo e didático, adianta o
executivo regional.“Este centro tem
proporcionado, deste modo, a quem o visita, uma viagem interpretativa
que dá a conhecer a erupção do vulcão dos Capelinhos, do ponto de vista
geológico, as alterações provocadas na geomorfologia da ilha do Faial,
bem como o impacto causado na vida dos faialenses e na sociedade
açoriana”, afirma Alonso Miguel.O titular
da pasta do Ambiente nos Açores destaca ainda que, desde a sua
inauguração, o Centro de Interpretação “tem sido alvo de diversas
distinções internacionais, consolidando a sua posição como um exemplo de
excelência em arquitetura, design e interpretação ambiental”.“A
associação à rede de Centros Ciência Viva, que hoje concretizamos,
representa mais um passo importante na valorização e divulgação de um
dos patrimónios geológicos mais relevantes a nível mundial, reconhecido
como um dos 100 principais sítios de interesse geológico do mundo, pela
União Internacional das Ciências Geológicas”, acrescenta.Agora,
como membro associado da rede Ciência Viva, no ano em que se comemoram
os 67 anos do início da erupção, o Centro de Interpretação do Vulcão dos
Capelinhos “reafirma o seu compromisso para com a educação ambiental, a
investigação científica e a promoção do turismo sustentável”, salienta
ainda.