Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos "é excelência" na literacia científica
13 de mai. de 2025, 15:44
— Lusa/AO Online
Inaugurado
em agosto de 2008, o edifício, construído em betão armado, junto às
ruínas do farol dos Capelinhos, está parcialmente submerso pelas cinzas
do vulcão, que entrou em erupção no mar, a pouco mais de um quilómetro
da costa, na freguesia do Capelo.A erupção começou a 27 de setembro de 1957 e terminou a 24 de outubro do ano seguinte.Em
novembro de 2024, o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos
foi integrado na Rede de Centros de Ciência Viva, como membro associado,
juntando-se ao Expolab, na ilha de São Miguel, como únicos
representantes da Região, num lote muito restrito, de apenas 21 Centros
de Centros que integram esta rede.Descrevendo
o centro como “um espaço que valoriza o património científico e
sociocultural”, o secretário regional do Ambiente e Ação Climática,
Alonso Miguel, disse que a integração do espaço na Rede de Centros de
Ciência Viva "prestigia a Região, em geral, e a ilha do Faial, em
particular”.O secretário regional do
Ambiente e Ação Climática dos Açores, Alonso Miguel, participou na sessão “Os Centros Ciência Viva: a diversidade nas suas
multidimensões”, integrada no 25.º Encontro da Rede de Centros Ciência
Viva.O governante,
citado em nota de imprensa divulgada pelo executivo açoriano, sublinhou a relevância do evento, que se realiza pela
segunda vez nos Açores, após uma edição, em 2017, na ilha de São Miguel.O
secretário regional do Ambiente destacou a Rede de Centros Ciência Viva
como “um instrumento fundamental para a disseminação do conhecimento e
da investigação científica e tecnológica em Portugal”, servindo como uma
ponte de “interação e de aproximação” dos cidadãos e das instituições à
ciência”.“Esta integração na Rede de
Centros Ciência Viva, representa um passo importante na valorização e
divulgação de uma das paisagens mais emblemáticas dos Açores e um dos
patrimónios geológicos mais relevantes a nível mundial, que consta,
aliás, da lista dos 100 primeiros sítios de interesse geológico do
mundo, de acordo com a União Internacional das Ciências Geológicas”,
sublinhou o governante com a tutela do ambiente nos Açores.No
entender de Alonso Miguel, trata-se de "uma oportunidade única para
garantir o desenvolvimento de projetos colaborativos de investigação e
de educação ambiental" que poderão "aprofundar o conhecimento científico
sobre este ecossistema único", consolidando o Centro de Interpretação
do Vulcão dos Capelinhos como "um espaço de excelência no domínio da
literacia científica e ambiental".O
governante lembrou que o espaço tem sido alvo de distinções e
reconhecimentos, nacionais e internacionais, em termos de arquitetura,
design e interpretação ambiental.Alonso Miguel considerou que o Centro acrescenta também "valor e notoriedade" à Rede de Centros Ciência Viva.O espaço conta "a fascinante história da erupção que originou o terreno emerso mais recente de Portugal”, assinalou.Alonso
Miguel referiu ainda que “este fenómeno representou uma evolução
significativa do ponto de vista da ciência e da investigação, uma vez
que se trata do primeiro vulcão submarino a ser devidamente estudado e
documentado durante toda a sua atividade, levando a uma melhor
compreensão sobre formação de ilhas vulcânicas, despertando, por isso,
até aos dias de hoje, o interesse da comunidade científica nacional e
internacional”.O 25.° Encontro da Rede de
Centros Ciência Viva, que decorre até hoje, constitui "uma oportunidade
privilegiada para refletir sobre o impacto científico, social, cultural e
económico da Rede Ciência Viva em Portugal", lê-se na nota divulgada.