Centro de Artes Arquipélago estende "olhar" aos músicos locais açorianos
3 de nov. de 2021, 15:25
— Lusa/AO Online
O diretor do
Arquipélago, João Mourão, declarou à agência Lusa que, no último ano,
desde que assumiu a direção, que tem “insistido num olhar para a
produção local açoriana”. E como, “devido ao contexto pandémico”, não
foi possível realizar eventos ao vivo “até muito recentemente", esse
olhar recaiu, "sobretudo nas artes visuais”, através de cerca de 20
artistas plásticos.“Sempre foi nosso
intuito alargar este movimento a outras áreas e para além da formação em
cinema e música que conseguimos fazer mesmo durante a pandemia.
Faltava-nos este olhar sobre a música que se está a fazer na região ou a
partir da região. A Marca Pistola como nova editora dedicada
exclusivamente a promover e a representar o que se está a fazer nas
ilhas em termos musicais pareceu-nos uma excelente porta de entrada no
universo da música”, afirma João Mourão.Para
o responsável pelo Centro de Artes Contemporâneas, “mais do que ter
apenas o Arquipélago a programar, interessa dar espaço e condições aos
agentes locais para que possam apresentar os seus projetos, e é nesse
sentido que este ciclo de concertos surge”.O
diretor do Arquipélago refere ser “importante que se posicione [o
Centro de Artes Contemporâenas) como o local onde as várias artes
encontram palco, voz e visibilidade” na perspetiva de “ser esse parceiro
dos agentes e artistas locais”.João
Mourão explica que, este ano, o Arquipélago realizou residências de
músicos locais como Grafeno e Luís Senra e formações na área da
produção, edição e criação, em parceria com o festival Tremor, indo
agora abrir a ‘Blackbox’ ao público com músicos locais que “possuem já
uma visibilidade nacional e que apresentam aqui os seus novos
trabalhos”.Para além da produção local,
pretende-se também promover “trocas com instituições nacionais e
europeias”, sendo o Arquipélago “a única instituição na região que viu a
sua adesão concretizada à plataforma europeia Perform Europe”.O
Centro de Artes Contemporâneas pretende, em 2022, apresentar vários
espetáculos de teatro e dança oriundos de vários países europeus que
“terão nos Açores a sua estreia nacional e com custos totalmente
cobertos por esta plataforma da União Europeia”.João
Mourão, questionado sobre se se está perante um novo ciclo na gestão
cultural do Arquipélago, manifesta a convicção que se pode “fazer a
diferença no contexto açoriano e tornar o espaço numa referência
nacional”.“Queremos trabalhar localmente,
mas posicionando-nos no exterior. Queremos trazer, mas também levar, e é
nessa via que estamos a montar os projetos do próximo ano”, conclui o
responsável por este espaço cultural.No
âmbito do ciclo "Carta Branca à Marca Pistola”, os concertos serão às
sextas-feiras, na ‘Blackbox’, pelas 21h30, sendo o primeiro na
sexta-feira, com a apresentação do disco “In Between”, com o concerto de
P.S. Lucas Trio, que têm como convidado o artista Luís Senra. A
12 novembro, será a vez de Ricardo Martins apresentar a ‘tour’ do disco
“Incerteza Absoluta” e, a 26 novembro, será a apresentação do disco
“Cisma”, dos WE SEA.