Centenas de bombeiros exigem valorização da carreira em manifestação em Lisboa

25 de nov. de 2024, 12:06 — Lusa/AO Online

"Estamos aqui a lutar pela carreira, cuja última valorização foi em 2002. Estamos a chegar a um ponto sem retorno. Não pedimos nada do outro mundo, apenas o que é justo", disse à Lusa Ricardo Ribeiro, do Regimento de Sapadores de Lisboa.Em 2002, “os bombeiros recebiam o equivalente a dois ou três salários mínimos nacionais e hoje, se retirarmos os subsídios, um bombeiro em início de carreira recebe abaixo do salário mínimo", disse Ricardo Ribeiro à porta do Campos XXI, onde decorre uma reunião entre os sindicatos e elementos do Governo.A maioria dos bombeiros está fardado e outros trazem t-shirts pretas onde se lê a frase "sapadores sem luta".Além de Lisboa, há bombeiros de várias zonas do país, desde Coimbra, Leiria, Sardoal, Setúbal e Viseu."Já que não têm noção...tenham respeito", é um dos cartazes da manifestação que começou ruidosa com palavras de ordem como "respeito" e "vergonha" e lançamento de petardos.Pelas 11h30 (menos uma nos Açores), quando os elementos dos sindicatos saíram da reunião o barulho regressou, com o lançamento de alguns petardos e novamente gritos de "respeito" e "vergonha" pela proposta apresentada pelo Governo."Novamente as propostas ficam aquém, mas já há uma melhoria", anunciou Leonel Mateus, vice-presidente do Sindicato Nacional de Bombeiros Sapadores.Segundo o sindicalista, o Governo decidiu que a discussão dos suplementos ficará para a próxima reunião, mas "a nível de salários fica muito aquem".Para o representante sindical, os aumentos propostos pelo executvo para os próximos dois anos de 40 euros anuais: "é inadmissível".O dirigente acrescentou que regressarão à mesa de negociações no dia 03 de dezembro, com a promessa de "não mexer uma vírgula" nas reivindicações.Os Sapadores Bombeiros estão presentes em 25 cidades do país, com mais de três mil elementos.