Cemitério do Pico da Pedra só com 22 covados disponíveis
12 de mai. de 2021, 10:07
— Paulo Faustino
A Junta de Freguesia do Pico da Pedra (JFPP) lamenta que a obra de
ampliação do cemitério local “tenha sido adiada sem data prevista”, isto
porque nesta infraestrutura já só existem 22 covados disponíveis.A
autarquia considera que a decisão de adiamento, por parte da Câmara
Municipal da Ribeira Grande (CMRG), é “inadmissível e inaceitável”.“Aquilo
que o Sr Presidente da Câmara está a fazer é pedir –e esperar
–que até ao final do ano não faleçam mais de 22 pessoas na Freguesia
do Pico da Pedra, uma vez que a 23ª pessoa não terá lugar no Cemitério
da sua Freguesia, por só existirem 22 covados disponíveis”, declara a
JFPP num comunicado enviado a este jornal.A Junta do Pico da Pedra
diz igualmente lamentar que a decisão camarária tenha sido alegadamente
tomada na sequencia de uma ‘sondagem’ de Facebook, “que mais não foi do
que uma triste encenação”. Argumenta que o presidente da CMRG “terá
lançado a sondagem no dia 5 de maio e, no dia 7 de maio, apenas 2 dias
depois, lança um concurso público”. “Ora, um concurso público em
condições nunca poderia ter sido preparado em 2 dias. A verdade é
outra;a Câmara desistiu da obra do Cemitério do Pico da Pedra e
procurou apaziguar o muito descontentamento com o estado das nossas
ruas, denunciado há anos. Um descontentamento gerado por anos e anos de
desinvestimento e de falta de manutenção”, frisa no comunicado.O
município ribeira-grandense lançou na passada sexta-feira o concurso
público para a requalificação da rua da Lomba, do Largo de São João e do
Loteamento da Magnólia, uma situação que a junta não deixa de encarar
com “bons olhos”, reconhecendo que vai melhorar a circulação rodoviária
na freguesia.“Saudamos o investimento nas nossas ruas, concordamos e
apoiamos”, enfatiza a autarquia. Que considera que esse esforço devia
até ir mais longe, abrangendo a rua João Luís Pacheco da Câmara, rua dos
Prazeres, rua dos Ledos, rua do Foral e restantes vias da localidade
“que se encontram num estado lamentável. Isso sim - acrescenta - seria
um investimento justo e sério”.