Cem das 400 mortes por malnutrição em Gaza são de crianças
Médio Oriente
2 de out. de 2025, 17:43
— Lusa/AO Online
Segundo Rik Peeperkorn, que falava numa
videoconferência de imprensa a partir de Gaza, apenas quatro centros
especializados no tratamento da malnutrição estão a funcionar e a OMS
enfrenta uma grave escassez de alimentos terapêuticos essenciais para
assistir os doentes. As ordens contínuas
de evacuação pelas forças israelitas dificultam frequentemente o
atendimento a pessoas em situação de malnutrição, num território onde a
fome foi declarada há dois meses e agravada por mais de meio ano de
bloqueio quase total de Israel à entrada de ajuda humanitária,
sublinhou.Peeperkorn sublinhou que à crise
alimentar se junta a falta de água potável, com cerca de um milhão de
pessoas – aproximadamente metade da população de Gaza – a viver com
menos de seis litros por dia, o mínimo vital considerado necessário.Na
mesma conferência de imprensa, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom
Ghebreyesus, recordou que mais de 66 mil pessoas morreram em Gaza em
quase dois anos de ataques israelitas, 70% das quais mulheres e
crianças, enquanto milhares permanecem desaparecidas.“A
OMS estava presente em Gaza antes do início do conflito, tem estado
desde então e continuará quando terminar, para ajudar a reconstruir o
sistema de saúde de Gaza e apoiar a sua população”, afirmou o
responsável de nacionalidade etíope.