CDU reivindica mais investimentos em energias renováveis no Faial
Açores/Eleições
9 de set. de 2020, 09:24
— Lusa/AO Online
“Os
números não mentem: em 2019, 37% da eletricidade produzida no
arquipélago proveio de fontes renováveis e endógenas. No mesmo ano, só
14% da energia faialense veio do parque eólico instalado no Salão e
0,011% da hidroelétrica do Varadouro”, afirmou a coligação PCP/PEV, em
comunicado de imprensa.Os comunistas
defenderam um reforço da capacidade produtiva do parque eólico e da
mini-hídrica do Faial e criticaram os investimentos da Eletricidade dos
Açores (EDA) previstos para aquela ilha.“Em
fevereiro deste ano soube-se que a EDA irá investir 205 milhões até
2024, sendo que desses vão 158 milhões para aproveitamento de energias
renováveis e sistemas de armazenamento de energia. De todos os
investimentos apenas um para o Faial: um parque fotovoltaico com
capacidade de 1,5 megawatts, a instalar em 2022, o que corresponderá a
4,8% da energia consumida. Ou seja, a correr bem teremos 20% de energia
renovável e endógena instalada até meados desta década”, salientaram.A
CDU/Açores frisou que o parque eólico da Lomba dos Frades, inaugurado
em 2002, “nunca produziu mais de 5% do total consumido”, tendo sido
forçado a parar as turbinas entre as 02h00 e as 07h00, todos os dias,
devido a protestos da população da Praia do Almoxarife.“Entretanto,
desmantelou-se o parque e, em 2012, quando o parque eólico faialense
passou da Lomba dos Frades para os arredores do Cabouco, disseram-nos
que os cinco aerogeradores poderiam assegurar 20% da energia consumida
no Faial, algo que nunca aconteceu”, apontou.A
coligação PCP/PEV sublinhou, por outro lado, que em janeiro de 2014 a
EDA instalou um sistema Microgrid AAB nas turbinas, alegando que
permitiria gerar 75% da eletricidade da ilha a partir de fontes
renováveis até 2018, mas isso “nunca aconteceu”.Quanto
à central hídrica do Varadouro, os comunistas alegaram que “tem
tecnologia ultrapassada”, atingindo uma produção de “apenas 0,011%” da
energia e, por isso, defenderam a necessidade de “investimento urgente,
tanto no equipamento como nas infraestruturas das Levadas”.“Numa
região que se diz verde, amiga do ambiente, exemplo no mundo,
continuamos a ficar muito aquém do nosso potencial nesta matéria. O
investimento da EDA em soluções de armazenamento de energia permitirá
reduzir o desperdício que atualmente acontece, lamentavelmente o Faial
continuará a ver navios e a importar a esmagadora maioria do que precisa
quando deveria estar a caminho da autossuficiência energética”,
criticaram.