CDU quer “unir o povo” de Ponta Delgada e acusa atual executivo de “soberba”
Autárquicas
2 de out. de 2025, 12:27
— Lusa/AO Online
“A coesão é muito importante. Represento uma força popular e unitária.
Isso já diz tudo. Pretendemos unir o povo e unir as pessoas. Unir as
pessoas em torno de uma bandeira que é a favor daqueles que são
excluídos e trazer para as decisões camarárias aqueles a que esta câmara
silenciou a voz”, afirmou Henrique Levy à agência Lusa.O candidato
da CDU às eleições autárquicas de 12 de outubro falava durante uma ação
de campanha de rua nos Arrifes, a segunda freguesia mais populosa de
Ponta Delgada, com 7.294 habitantes (de acordo com o Censos 2021).Caso
seja eleito, Henrique Levy prometeu “não tomar nenhuma decisão sem
ouvir as populações, as juntas de freguesia e as Casas do Povo”,
criticando a forma como o atual elenco camarário (liderado pelo PSD) se
relaciona com a população.“A primeira coisa que pretendemos é mudar a
relação da Câmara com os munícipes, para deixar de ser uma relação como
tem sido a do atual executivo municipal: uma relação de soberba, de não
ouvir ninguém, de se centrar no seu próprio umbigo e deixar ao abandono
as populações”, salientou.O candidato da CDU, força que não tem
representação na Câmara e Assembleia Municipal de Ponta Delgada, alertou
que o município “deve estar ao serviço das pessoas e não se deve servir
das pessoas, como tem acontecido” com a liderança de Nascimento Cabral.“Somos
uma força que quer chegar às pessoas através de um movimento pacifico,
da paz e da esperança. Não nos podemos esquecer que os Açores são o
lugar essencial do culto do Espírito Santo. O Divino Espírito Santo é
partilha, união e paz. Não se compadece com ódio, raiva e soberba”,
sublinhou.O escritor e editor prometeu uma campanha eleitoral com um
“contacto pessoa a pessoa”, insistindo na necessidade de “mudar Ponta
Delgada” através da “justiça social, coesão territorial e dignidade”.“Temos
andado pelas freguesias urbanas e pelas freguesias rurais. Temos tido
um bom acolhimento. Nós, CDU, não vendemos as nossas ideias como quem
vende champôs e hambúrgueres nas rotundas de Ponta Delgada. Somos mais
recatados. Queremos contactar com as pessoas e expor as nossas ideias”,
frisou.