CDU quer política urgente para “aumento dos rendimentos dos pescadores”
28 de set. de 2020, 12:26
— Lusa/AO Online
“É urgente uma política de pescas dirigida ao
aumento dos rendimentos dos pescadores e à garantia de uma vida digna a
quem vive do mar e traz o peixe para as casas açorianas”, assinala a CDU
(coligação formada pelo PCP e pelo Partido Ecologista “Os Verdes”) em
comunicado de imprensa. No seu entender,
“é urgente apostar na qualificação profissional, que permita dar
resposta aos desafios que se colocam no presente e no futuro”, e “é
também necessário o investimento tecnológico, que permita aumentar o
valor do peixe e manter o elevado respeito pelos mares dos Açores”.Para a CDU, a pandemia da covid-19 demonstrou que o “caminho da evolução económica e social passa pela produção regional”.A
coligação destaca que “não pode haver” uma política correta no setor
das pescas que não garanta o “aumento dos rendimentos dos pescadores e
armadores”, alertando para os pescadores e armadores de pesca artesanal,
que se encontram no “limiar da sobrevivência”.“É
urgente criar os mecanismos que garantam que o lucro da pesca seja
distribuído de forma justa e não que este seja acumulado quase
exclusivamente pelas grandes superfícies”, assinala a coligação.A
CDU concorre em todos os 10 círculos eleitorais - nove de ilha e um de
compensação - nas próximas eleições regionais açorianas, marcadas para
25 de outubro.O líder do PCP/Açores, Marco Varela, é o cabeça de lista da CDU nos círculos eleitorais do Corvo e da compensação.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do
CDS-PP (quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.Vasco
Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as
legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve
16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e
último mandato como chefe do executivo.