CDU quer plano para recuperação de atos médicos adiados pela pandemia
Açores/Eleições
19 de out. de 2020, 19:06
— Lusa/AO Online
“Temos vindo a colocar as questões da saúde e
do Serviço Regional de Saúde como decisivas e de máxima importância.
Temos de olhar para elas e criar um plano específico, para a
recuperação, mas também para o reforço de meios e, também, para a
valorização dos seus profissionais”, afirmou hoje o coordenador regional
do PCP, Marco Varela.O candidato da CDU,
coligação que junta o Partido Comunista e Os Verdes, pelos círculos do
Corvo e de compensação, falava, por telefone, à Lusa, a partir da ilha
das Flores.A comitiva tinha agendada para hoje uma visita ao Corvo, mas o mau tempo obrigou a uma alteração de planos.Para
o candidato, esta foi mais uma oportunidade para contactar com a
população florentina, que, há quatro anos, elegeu o único deputado
comunista no parlamento açoriano durante a legislatura que termina
agora.No território mais ocidental da
Europa, Marco Varela sublinhou que “é preciso tomar medidas em relação
às ilhas sem hospital, para se poder recuperar o conjunto de consultas
de especialidade que estão em atraso”.“Sabemos
a situação que a região viveu nos últimos meses, essas consultas
deixaram de existir, é necessário criar um plano concreto de recuperação
dessas consultas e isso passa, na nossa opinião, pelo reforço da
deslocação de especialistas às ilhas sem hospital”, concretizou.O
líder regional comunista apontou, ainda, para a “necessidade de se
recuperar um conjunto de cirurgias que se deixaram de realizar nos
últimos meses, devido, naturalmente, às questões da pandemia de
covid-19”.Da visita prolongada à ilha das
Flores, destacou ainda “o conjunto de produtos de excelência” que lá são
produzidos, “nomeadamente os seus iogurtes, o seu leite, o seu queijo”,
apelando à criação de “condições para o escoamento destes produtos,
para que seja possível comercializar em toda a região e também no seu
exterior”.A campanha eleitoral decorre entre 11 e 23 de outubro, estando o sufrágio marcado para o dia 25.Nas
eleições regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove
ilhas (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa
Maria, Flores e Corvo) e um círculo regional de compensação, reunindo os
votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos
círculos de ilha.Ao todo, são 13 as forças
políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa
Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN,
Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.A CDU concorre por todos os círculos eleitorais.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do
CDS-PP (quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.Vasco
Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as
legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve
16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e
último mandato como chefe do executivo.