CDU quer apostar nas potencialidades das ilhas e na habitação para fixar população
Açores/Eleições
14 de out. de 2020, 17:30
— Lusa/AO Online
O coordenador regional do PCP nos Açores
terminou em São Jorge, a visita às ilhas do ‘triângulo’ (Faial,
Pico e São Jorge), tendo afirmado que a CDU (PCP/PEV) quer evidenciar
“as potencialidades endógenas de cada ilha, nomeadamente, em termos
ambientais, de biodiversidade, paisagística, agrícola, de atividades do
mar, do turismo e da cultura, com a finalidade de valorizar esse
potencial”.A ideia, explicou Marco Varela,
em declarações por telefone à Lusa, é “investir na especialização, sem
descurar a necessidade da diversidade das atividades económicas em cada
uma das ilhas”.Num dia em que contactou
com a população dos dois concelhos da ilha, Velas e Calheta, o problema
da desertificação de São Jorge foi um tema recorrente.O
candidato pelos círculos do Corvo e de compensação considera que, em
conjunto com as autarquias, se devem “elaborar planos específicos a cada
uma das situações reais, com o objetivo de fixar e atrair população,
designadamente população jovem”.Nesse
sentido, a coligação entre o PCP e Os Verdes sugere, também, a criação
de “planos de reestruturação e requalificação urbana para salvaguarda do
património edificado”, permitindo o “uso para habitação, com o intuito
de fixar população nos centros das vilas”.Marco
Varela voltou a insistir na criação de “uma rede integrada de
transportes terrestres, marítimos e aéreos” para as ilhas do ‘triângulo’
e vincou “a importância da fábrica Santa Catarina e o papel que tem em
termos de empregabilidade na Calheta”, reiterando que a empresa deve
“manter-se na esfera pública”.A campanha eleitoral nos Açores decorre entre 11 e 23 de outubro, estando o sufrágio marcado para o dia 25.Nas
eleições regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove
ilhas (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa
Maria, Flores e Corvo) e um círculo regional de compensação, reunindo os
votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos
círculos de ilha.Ao todo, são 13 as forças
políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa
Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN,
Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.A CDU concorre a todos os círculos eleitorais.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do
CDS-PP (quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.Vasco
Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as
legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve
16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e
último mandato como chefe do executivo.