CDU disponível para dialogar com todos após o ato eleitoral
Açores/Eleições
21 de set. de 2020, 14:47
— Lusa/AO Online
“Estamos
abertos a ouvir todos os partidos, mas isso não quer dizer que isso
tenha algum resultado concreto, futuramente. Não quero antecipar
cenários, porque a meta é concretizar os nossos objetivos", declarou o
dirigente.As metas da CDU - coligação
formada pelo PCP e pelo Partido Ecologista Os Verdes - são obter mais
votos, formar um grupo parlamentar e retirar a maioria absoluta ao PS.Marco
Varela falava aos jornalistas, em conferência de imprensa, em Ponta
Delgada, na sede do PCP/Açores, para apresentação dos candidatos pelos
10 círculos eleitorais: nove de ilha e um de compensação.O
dirigente - que é o cabeça de lista pela CDU pelo círculo eleitoral
mais pequeno dos Açores, a ilha do Corvo – considerou que “o que a
História diz é que houve um desenvolvimento maior na região quando não
houve maiorias absolutas”.De acordo com os
comunistas, a “alternância entre PS e PSD não resolve os problemas de
fundo que existem na região” e, “quando não há maiorias absolutas, há
necessidade de todos conservarem e de encontrar consensos na defesa dos
trabalhadores”. Marco Varela referiu que
no capítulo da abstenção – os Açores costumam ter taxas elevadas, no
contexto do país - “todos os partidos têm de fazer o seu papel”,
considerando que este combate “passa naturalmente pelo envolvimento das
pessoas nas decisões e resolução dos seus problemas”.Para
o líder do PCP/Açores, os partidos “têm de apresentar propostas
concretas que não sejam meras promessas que depois, durante quatro anos,
são guardadas na gaveta”.A CDU
apresenta-se a votos com os seguintes cabeças de lista: Marco Varela
(Corvo), Luísa Corvelo (Flores) Paula Decq Mota (Faial), Daniel Jacobs
(Pico), Pedro Pessanha (São Jorge), Joana Fonseca (Graciosa), António
Fonseca (Terceira), Rui Teixeira (São Miguel), Dulce Correia, Santa
Maria) e Marco Varela (círculo de compensação).O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.Vasco
Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as
legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve
16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e
último mandato como chefe do executivo.No
mais recente ato eleitoral, para as legislativas nacionais de 2019,
estavam recenseados e aptos a votar nos Açores 228.975 eleitores.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do
CDS-PP (quatro mandatos).