CDU defende ligações marítimas regulares no grupo central
Açores/Eleições
9 de out. de 2020, 10:38
— Lusa/AO Online
“Em
matéria de acessibilidades aéreas e marítimas, há muito para fazer. Há
necessidade de potencializar o grupo central, em termos dos transportes
marítimos de passageiros e mercadorias”, avançou, em declarações à Lusa,
em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.O
candidato comunista, que é cabeça de lista pelo círculo eleitoral da
ilha do Corvo, visitou hoje o Porto das Pipas, em Angra do Heroísmo,
onde decorrem obras de revitalização da infraestrutura e de criação de
uma rampa para navios 'roll-on/roll-off'.Para
Marco Varela, a obra “só peca por 10 anos de atraso”, mas é preciso
também criar condições para que as ligações marítimas à ilha Terceira e à
ilha Graciosa “sejam mantidas todo o ano sempre que seja possível”.“É
preciso manter linhas essenciais para o grupo central – a linha lilás e
a linha branca – porque também é uma forma de trazer gente e dinamizar o
comércio local”, frisou.Na ilha Graciosa,
onde esteve recentemente, o dirigente do PCP disse ter ouvido elogios à
linha branca, que ligou Angra do Heroísmo a Santa Cruz, este verão.“Toda
a gente valorizou muito a questão da linha branca, como uma mais-valia
para a dinamização do comércio local da própria ilha, num quadro em que
esteve praticamente três, quatro meses inativo”, salientou.No
centro histórico de Angra do Heroísmo, cidade Património Mundial da
Humanidade, Marco Varela defendeu um reforço dos incentivos para a
fixação de população e a melhoria de salários e vínculos de emprego.“Só
havendo população é que uma cidade se torna viva, se torna ativa e se
dinamiza o comércio. Precisamos de olhar para os incentivos que existem e
reforçá-los, nomeadamente em relação aos jovens, seja ao arrendamento,
seja à própria compra”, realçou.O
candidato da CDU alertou, por outro lado, para as dificuldades por que
passam os pequenos comerciantes, propondo a valorização dos produtos
regionais e do comércio local.“Do contacto
que fizemos com os comerciantes, há uma nota que é transversal a todos:
uma quebra de rendimentos. Muitos deles salientaram que hoje o que têm
de receitas praticamente serve só para pagar as despesas”, sublinhou.As próximas eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do
CDS-PP (quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.