CDU afirma que a República “continua a abandonar” os Açores “à sua sorte”
Hoje 17:15
— Filipe Torres
A CDU/Açores afirma que a situação atual do Concelho da Calheta, na ilha de São Jorge, é “mais um exemplo das consequências da política” do Governo da República, marcada por uma “postura centralista de quem decide de Lisboa sem atender às necessidades das populações açorianas”.De acordo com a nota de imprensa, os comunistas afirmam que “é uma política do eu quero, posso e mando”. Para o PCP/A, esta política “privilegia interesses de uma minoria e continua a abandonar a maioria da população”.Na ótica do partido, é necessário concretizar soluções que respondam aos “problemas reais das populações”, e “não basta anunciar medidas ou fazer promessas. “O PCP tem vindo, há vários anos, a apresentar propostas em sede de Orçamento do Estado para responder às dificuldades sentidas pelos açorianos. Graças à persistênciado PCP, essas propostas têm sido sucessivamente discutidas como alterações ao Orçamento do Estado. No entanto, apesar de reconhecidas, a sua implementação continua a ser adiada ou concretizada de forma tardia”, lê-se na nota do partido.O PCP, que integra a CDU, refere que a última proposta apresentada no âmbito do Orçamento do Estado para 2026, previa uma medida para combater as “Insuficiências em matéria de Registos e Notariado nos Açores”.O partido refere que a República comprometeu-se a avaliar, em 2026, as necessidades das conservatórias dos Açores e a avançar com procedimentos concursais extraordinários com o objetivo de reforçar os recursos humanos e materiais.No entanto, o partido refere que a concretização destas medidas “continua a chegar demasiado tarde”.“As populações açorianas continuam a ser penalizadas, verificando-se reduções de horários e constrangimentos nos serviços, sobretudo durante o período do verão. A ilha de São Jorge, e em particular o concelho da Calheta, são um exemplo claro desta realidade”, lê-se na nota.A CDU salienta ainda que as populações açorianas “não podem continuar a ser tratadas como cidadãos de segunda” e que “é necessário garantir serviços públicos de proximidade (...) assegurando igualdade de direitos independentemente da ilha onde se vive”.