CDU/Açores responsabiliza partidos pelos problemas de mobilidade

Hoje 09:54 — Lusa/AO Online

Afirmando que a “mobilidade continua a ser um dos principais desafios para os açorianos”, a CDU/Açores frisou que “falta de vontade política”, muitos açorianos continuam impedidos de viajar por não “disporem dos recursos financeiros” necessários para suportar antecipadamente o custo das viagens para fora da região.Os comunistas recordaram no comunicado que recentes alterações aprovadas passaram apenas pela substituição da designação de Subsídio Social de Mobilidade por Mecanismo de Coesão Territorial, “pela redução da burocracia associada ao processo de reembolso e pela eliminação do teto máximo de 600 euros”.Para os comunistas, estas alterações “representam uma melhoria, mas deixam por resolver o problema essencial”, uma vez que os açorianos “continuam a ser obrigados a adiantar, no momento da compra da viagem, centenas de euros que apenas lhes são reembolsados posteriormente”.“Para muitas famílias, esta exigência constitui um obstáculo intransponível e significa, na prática, a impossibilidade de exercerem o seu direito à mobilidade”, refere a CDU/Açores.A coligação considera que “esta realidade mantém-se por falta de vontade política para dar resposta aos problemas concretos dos açorianos”, uma vez que, “quando o PCP apresentou, na Assembleia da República, um projeto de lei que eliminava o atual sistema de reembolsos, permitindo que os açorianos pagassem apenas os 119 euros correspondentes ao valor máximo da sua comparticipação no momento da compra da viagem, o PSD e o CDS votaram contra em plenário”.Os comunistas consideram que a prevista privatização da Azores Airlines e da empresa de ‘handling’ da SATA, “a concretizar-se, agravará ainda mais esta situação, colocando em causa o direito à mobilidade dos açorianos”.