CDS quer melhorar resultados nas eleições dos Açores e nas autárquicas

20 de set. de 2020, 19:34 — AO Online/ Lusa

As eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que se disputam em 25 de outubro, vão ser um “prova de vida” para o partido e o objetivo do líder é “consolidar o CDS como terceira força política”, afirmou Francisco Rodrigues dos Santos.Esta desafio vai “embalar o CDS para uma cadeia de crescimento sustentável, provando que à medida que uns celebram” sondagens, os centristas vão “celebrar resultados”.Francisco Rodrigues dos Santos encerrou hoje a escola de quadros da Juventude Popular, que decorreu deste sexta-feira em Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro, momento que assinalou também a ‘rentrée’ política do CDS.Com o líder do CDS/Açores e candidato, Artur Lima, presente na sala, o presidente defendeu que os democratas-cristãos podem “ser a mudança” naquele arquipélago.“Um voto no CDS nos Açores significa um voto no único partido que consegue tirar a maioria absoluta ao PS” e pode evitar “que os extremismos tenham lugar no parlamento açoriano”, frisou.Já nas eleições autárquicas do próximo ano, Francisco Rodrigues dos Santos quer “somar autarcas, se possível presidentes de câmara, garantir e reforçar as maiorias daquelas câmaras que são presididas pelo CDS e em política de alianças, onde estão a funcionar e bem, permitir que o CDS garanta a renovação dos seus mandatos, conquistar novos e reforçar a sua malha territorial de autarcas de norte a sul e ilhas”."Somos um partido que quer evidentemente disputar eleições com bons resultados, queremos satisfazer as ambições do nosso partido em eleições mas queremos governar para as próximas gerações", frisou.Virando-se para dentro, o presidente do CDS assinalou que "o sucesso" do partido "dependerá da direção, mas sobretudo de cada um dos dirigentes e militantes do CDS", que apelidou de "os cerca de 40 mil porta-vozes" e "embaixadores" centristas a nível local.No arranque do discurso, de quase 40 minutos, o líder centrista enalteceu o trabalho do único deputado que marcou presença na escola de quadros, João Almeida, que foi seu adversário no congresso de janeiro, destacando que, "ao contrário de outros, o João tem dedicado todas as suas energias a combater o socialismo no parlamento".E, numa altura em que a sua liderança tem sido alvo de críticas internas, devolveu-as: "Se todos militantes do CDS que se reuniram em congresso dedicassem todo o seu esforço e empenho a disputar o eleitorado e a fiscalizar a ação do Governo, a criticar com propositura e com alternativa o Governo de António Costa, o CDS estaria hoje certamente com muito mais força, dinâmica e implantação nacional".Francisco Rodrigues dos Santos comprometeu-se ainda a provar aos militantes que "deixaram de acreditar e de votar no CDS, que o CDS ainda é a sua casa" e que não serão desiludidos."Mais CDS é certamente combater o populismo", sublinhou, afirmando que "aqueles que procuram o CDS fora do CDS não o encontraram e não o vão encontrar", nomeadamente no Chega.O CDS vai "certamente defender a lei e a ordem", mas não o vai fazer "à custa de grupos etários". A nível legislativo também não vai "defender soluções que violam a dignidade da pessoa", garantiu."Vamos ser um partido popular mas não vamos ser populistas, [...] seremos firmes sem sermos brejeiros", acrescentou.