CDS quer alargar "propostas originais" que outros "copiam"
Açores/Eleições
21 de out. de 2020, 14:35
— Lusa/AO Online
“O
CDS foi de facto o partido que teve propostas originais, das quais eu
me orgulho de toda a gente vir copiar hoje em dia. Toda a gente quer
aumentar o Compamid, todos querem creches gratuitas, mas ninguém teve a
originalidade da ideia, nem a capacidade de fazer uma oposição crítica,
mas construtiva”, afirmou.Artur Lima, que é
cabeça de lista pelos círculos eleitorais da ilha Terceira e da
compensação, falava, em Angra do Heroísmo, à margem de uma reunião com a
direção da Cáritas da ilha Terceira, acompanhado pelo líder nacional do
partido, Francisco Rodrigues dos Santos.O
candidato centrista admitiu que se aproximam “tempos muito difíceis”,
mas frisou que o CDS contribuiu para o combate à pobreza com propostas
como o complemento para aquisição de medicamentos pelos idosos
(Compamid) e a garantia de creche gratuita até ao 7.º escalão.Medidas
que Artur Lima considerou que podem ser alargadas a mais pessoas, se o
PS perder a maioria absoluta no parlamento açoriano.“Nós
queríamos creches gratuitas para todos porque achamos que é um grande
apoio à natalidade e às famílias. O PS não quis. Negociámos com lealdade
com o Governo e conseguimos até ao 7.º escalão. Se tivermos força e não
houver maioria absoluta, queremos ir alargando até à creche gratuita
para todos, obviamente com responsabilidade”, salientou.O
líder nacional do partido considerou que os deputados do CDS eleitos há
quatro anos “conquistaram por mérito próprio o passaporte para serem
reconduzidos nas suas funções”.“Se num
contexto minoritário, reduzidos a apenas quatro deputados, conseguimos
aprovar medidas que se traduziram em novos direitos para a vida dos
açorianos, creio que é possível assumir que, com mais força, o CDS
poderá condicionar as políticas nos Açores e aprofundar novas propostas
que visem melhorar a qualidade de vida dos açorianos”, frisou.Questionado
sobre o que seria um bom resultado para o CDS nos Açores, Francisco
Rodrigues dos Santos pediu apenas aos eleitores que reconheçam o
trabalho que foi feito pelos deputados centristas.“Eu
não gosto de pedir cheques em branco aos açorianos. Avaliem o trabalho,
votem com memória e procurem fazer em consciência uma análise, se o
trabalho do CDS se traduziu ou não em mais direitos no seu dia a dia”,
sublinhou.As legislativas dos Açores
decorrem este domingo, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares
do parlamento: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal,
Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar
228.999 eleitores.No arquipélago, onde o
PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e
um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a
eleição de parlamentares nos círculos de ilha.