CDS-PP quer tarifas promocionais nos voos inter-ilhas

21 de out. de 2007, 19:32 — Pedro Lagarto

A promessa foi efectuada por Artur Lima, presidente do partido nos Açores, num jantar convívio com militantes da ilha Terceira, no âmbito da visita de Paulo Portas à Região Autónoma. O líder popular enfatizou que não aceita que os açorianos estejam a ser prejudicados comparativamente aos militares da Base das Lajes, "pois é inaceitável que um americano, sua família e amigos voem inter-ilhas por 80 euros, enquanto um açoriano que quer ir das Flores a Santa Maria paga 260 euros". Quanto ao serviço público prestado pela TAP Portugal para os Açores, em particular para a Terceira, Artur Lima voltou a classificar como "mau", tendo apelado ao presidente nacional do partido para que "intervenha junto da República, para que a TAP deixe de maltratar os passageiros açorianos e com isso salde os seus passivos financeiros". Relativamente à recente polémica acerca de um alegado excesso de trabalhadores na Universidade dos Açores, o presidente do CDS-PP Açores disse que "quem quer ilhas tem de pagar por elas", recordando que "foi o Governo da República que aceitou a tripolaridade" da instituição de ensino superior público. Artur Lima garantiu ainda que o CDS-PP vai defender junto do Governo Regional que no processo de construção do novo Hospital da Ilha Terceira, "sejam reservadas verbas para a construção de novas instalações para o Centro de Oncologia dos Açores". Este leque de bandeiras assumidas a um ano das próximas Eleições Regionais pelos democratas-cristãos foi dado a conhecer agora, mas " o CDS-PP Açores não vai ficar por aqui", acrescentou Artur Lima, que iniciou o seu discurso ao felicitar algumas dezenas de novos militantes do CDS-PP Açores. Já em São Jorge, o CDS-PP teve oportunidade de manifestar-se preocupado com o processo de unificação das Cooperativas Agrícolas da ilha. Paulo Portas e Artur Lima alertaram os jorgenses para "terem muito cuidado com a marca de queijo São Jorge, porque andam (Governo Regional) a tentar acabar com ela tal como existe", além de que a unificação das cooperativas "vai gerar muito desemprego na ilha"