CDS-PP preocupado com “falta de clareza” da República na ligação de fibra ótica aos Açores
21 de dez. de 2022, 18:27
— Lusa/AO Online
De
acordo com um comunicado dos centristas, o Governo da República “deverá
cumprir com as recomendações do Governo Regional relativamente à
ligação do cabo de fibra ótica, pois trata-se de uma competência do
Estado português”.Os centristas da ilha
Terceira referem que, “no final de 2019, foi entregue ao Governo da
República um conjunto de recomendações para um projeto que deveria estar
operacional em 2025”.“Em 2021, a região é
confrontada com a proposta de um novo modelo de conexão por parte da
empresa subconcessionária, IP Telecom, onde se constata que foi feita
tábua rasa das recomendações do grupo de trabalho de 2019”, alerta o
CDS/PP. Para aquela força política, as
estratégias “não podem ser alteradas à revelia da região, como se as
ligações de fibra ótica do território continental aos Açores nada
tivessem a ver com os açorianos, e como se isso não tivesse qualquer
impacto nas suas vidas e na organização das suas empresas”.Segundo
o CDS-PP, “é fundamental que haja redundância na ligação por fibra
ótica do arquipélago ao continente português com pelo menos dois pontos
de amarração nos Açores e dois pontos de amarração no território
continental, numa configuração tal que não deixe a região completamente
isolada em termos de comunicações caso surja algum problema com um dos
cabos, o que seria um retrocesso civilizacional inaceitável”.
O CDS-PP da Terceira diz que alertou para “o fim próximo da vida útil
do anel interno [de cabos submarinos] que liga as restantes sete ilhas
dos Açores", pelo que "é inaceitável que o projeto que o Governo da
República prevê implementar não contemple a substituição dos cabos que
ligam as ilhas entre si”.O presidente do
Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, alertou na
segunda-feira que “ainda não está tudo resolvido” no processo dos cabos
submarinos, expressando “preocupação” sobre a manutenção dos atuais
cabos até à sua substituição.Bolieiro
criticou o “atraso” na substituição dos cabos (cuja vida útil termina em
2024/2025) e salientou que o executivo realizou uma “pronta e atempada
defesa dos interesses dos Açores” desde o início do processo.A
15 de dezembro, o ministério das Infraestruturas defendeu que “este é o
momento de implementar”, e “não alterar”, o projeto de substituição de
cabos submarinos de ligação às regiões autónomas, notando que a conexão
interilhas açorianas sempre esteve prevista para momento posterior.O
ministério tutelado por Pedro Nuno Santos assegurou que “sempre foi
claro que a substituição dos cabos interilhas só poderá ocorrer
posteriormente à implementação do projeto Atlantic CAM”.Os
centristas da Terceira analisaram, também, o desempenho do setor
turístico, sendo que “após uma análise dos últimos dados publicados,
constata-se que 2022 foi o melhor ano de sempre na Aerogare Civil das
Lajes, tendo-se ultrapassado os 800.000 passageiros, totalizando a 30 de
novembro de 2022, 803.783 passageiros”. De
acordo com o CDS-PP, o crescimento turístico na ilha “está claramente
ligado a uma nova visão de desenvolvimento e promoção turística deste
Governo Regional que iniciou a captação de novas rotas internacionais,
nomeadamente Montreal, Nova Iorque, Londres, Oakland, mantendo as
anteriores ligações a Boston e Toronto”.O
CDS-PP destaca a “importância que a Aerogare Civil das Lajes tem tido
internacionalmente, destacando que a consolidação desta no panorama
internacional da aviação civil é demonstrada ainda com a contabilização
de 150 escalas técnicas até 30 de novembro de 2022.