CDS/PP-Madeira discorda da posição do partido nacional e não votaria contra

23 de dez. de 2015, 14:56 — Lusa/AO Online

“O CDS-PP Madeira entende que o essencial é proteger a economia da Região, através da salvaguarda dos depósitos dos madeirenses e dos porto-santenses, dos emigrantes espalhados pelo mundo, e das linhas de crédito do sector público e privado da Região e nesse sentido, não votaria contra a solução apresentada pelo PS”, diz a estrutura regional centrista insular em comunicado enviado à agência Lusa, assinado pelo novo presidente, António Lopes da Fonseca. No mesmo documento, os centristas madeirenses afirmam que “a solução para o Banif levanta muitas dúvidas, mas o CDS-PP Madeira não a inviabilizaria, pensando em primeiro lugar na economia da Região”. No entender dos responsáveis do CDS/PP-M deste arquipélago, “os contornos da venda do Banif não estão suficientemente esclarecidos, sabendo-se apenas que, mais uma vez, serão os contribuintes portugueses, inclusive os madeirenses e porto-santenses, a pagar para acudir ao sistema bancário, desta vez pela mão do PS.”. Para o CDS/PP-M, “o Orçamento Retificativo apresentado pelo PS, que comporta a solução para o banco, levanta muitas dúvidas mas confirma diversas suspeições”. No seu entender, confirma “a insustentabilidade da coligação governativa, já que, à primeira dificuldade, o PCP e o Bloco de Esquerda (incluindo, com alguma surpresa, o deputado eleito pelo BE Madeira) abandonaram o executivo de António Costa, votando contra a solução por este apresentada”. Também aponta questões como “a fuga de informação que originou a queda final do banco através de uma inusitada corrida aos depósitos que está por explicar”, considerando que o mesmo acontece com “a forma que se faz a repartição entre o público e o privado” e quais foram as “outras alternativas descartadas pelo Governo do PS e o que levou ao caminho escolhido”. O CDS/PP-M defende ainda “a necessidade de uma comissão parlamentar urgente, na Assembleia da República, para que se esclareçam todos os contornos deste processo”. O parlamento aprovou hoje em votação final global o Orçamento Retificativo de 2015 apresentado devido à resolução do Banif, com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD e os votos contra do BE, PCP, CDS-PP, PEV e PAN. No PSD, contudo, os três deputados eleitos pela Madeira - Sara Madruga, Rubina Berardo e Paulo Neves - votaram favoravelmente o texto. A discussão e votação do retificativo foi agendada depois do anúncio no domingo pelo Governo e o Banco de Portugal da venda do Banif ao Banco Santander Totta. A venda deu-se por um valor de 150 milhões de euros, no âmbito da medida de resolução aplicada ao banco cuja maioria do capital pertencia ao Estado português, de forma a impedir a sua liquidação, numa operação que envolve um apoio público estimado em 2.255 milhões dez euros.