CDS-PP/Açores pede esclarecimentos sobre ligações aéreas de São Miguel e Terceira
18 de jul. de 2025, 16:20
— Lusa/AO Online
Segundo um comunicado do
partido, em requerimento enviado ao executivo de coligação
PSD/CDS-PP/PPM, através do parlamento regional, o deputado Pedro Pinto,
do grupo parlamentar do CDS-PP/Açores, solicitou esclarecimentos sobre
"os apoios públicos atribuídos às rotas aéreas de e para as ilhas de São
Miguel e da Terceira, bem como para aferir os prejuízos financeiros
dessas mesmas ligações".O CDS-PP/Açores
justificou que a mobilidade aérea é um “pilar essencial da coesão
territorial, da economia regional e da ligação dos açorianos às
comunidades emigradas”, considerando que qualquer investimento público
nesta área "deve ser transparente, equilibrado e eficaz para todas as
ilhas do arquipélago".Pedro Pinto, citado
no comunicado, salienta que “o CDS-PP/Açores defende acessibilidades
aéreas assentes no princípio da igualdade de tratamento entre todos os
açorianos, combatendo centralismos e garantindo mobilidade plena,
independentemente da ilha de residência".O
requerimento centra-se na análise dos prejuízos registados em várias
rotas aéreas operadas pela Azores Airlines, do grupo açoriano SATA, com
especial atenção às ligações internacionais a partir da ilha Terceira.Pedro
Pinto considerou “fundamental conhecer os resultados financeiros de
cada rota aérea ao longo de um ano inteiro e não apenas nos meses de
época baixa”, alegando que só dessa forma se pode “avaliar, com verdade,
o impacto real e a viabilidade dessas operações”.Nesse
sentido, o CDS-PP solicita "a discriminação do montante de prejuízo
anual registado nas rotas consideradas deficitárias pela Azores
Airlines".O partido pretende ainda saber
“quanto dinheiro público foi aplicado por rota e por companhia aérea”,
entre 2023 e 2025, e quantos destinos e companhias aéreas servem
atualmente os aeroportos de Ponta Delgada (São Miguel) e das Lajes
(Terceira).Pedro Pinto reafirmou a
necessidade de uma política de transportes aéreos “transparente,
descentralizada e que promova o desenvolvimento equilibrado” das nove
ilhas açorianas.