CDS-PP/Açores garante estar "fiel" ao acordo de governação
20 de mar. de 2023, 19:30
— Lusa
"O
CDS-PP associa-se aos desejos de estabilidade política e de respeito
pelo superior interesse dos Açores manifestados pelo representante da
República para os Açores, embaixador Pedro Catarino, saudando a sua
postura democrática", lê-se num comunicado de imprensa do partido, com
as conclusões da reunião da Comissão Política Regional do CDS-PP nos
Açores, que decorreu sexta-feira, na ilha Terceira.Em
08 de março, o deputado único da IL no parlamento açoriano, Nuno
Barata, rompeu o acordo de incidência parlamentar de suporte ao Governo
dos Açores (PSD/CDS-PP/PPm) e depois o independente Carlos Furtado,
ex-Chega, também rompeu o entendimento que tinha com o PSD.Posteriormente,
os dois deputados admitiram negociar “ponto a ponto” com o Governo dos
Açores para manter a estabilidade governativa na região.Recentemente,
o representante da República (RR) para os Açores alertou o deputado da
Iniciativa Liberal (IL) e o independente Carlos Furtado para a
necessidade da “estabilidade política”, após ambos terem rompido aqueles
acordos com o executivo açoriano, que deixou assim de ter o apoio da
maioria absoluta dos deputados no parlamento regional. Hoje,
no comunicado divulgado com as conclusões da Comissão Política
Regional, o CDS refere que o líder do partido, Artur Lima, "continua
firme no cumprimento dos compromissos que assumiu" com José Manuel
Bolieiro, líder do PSD, e chefe do executivo açoriano, e com Paulo
Estêvão, líder do PPM, em novembro de 2020.A
Comissão Política Regional do CDS-PP sublinha "a coesão e a união" que
tem existido entre os líderes, esperando que "esta solução de Governo se
mantenha forte e capaz de ultrapassar o ruído permanente". "Fiel
ao acordo assinado em novembro 2020, e que estabelece que o mesmo é
válido para duas legislaturas como condição estruturante do projeto
político em curso, o CDS-PP relembra que este compromisso
multipartidário foi, inclusivamente, sufragado pelos órgãos de cada
partido e exaltado como mudança de paradigma e forma de promover um
futuro mais auspicioso para os açorianos", lê-se no comunicado assinado
pelo vice-presidente do partido António Félix Rodrigues.O
CDS-PP elogia "a liderança indiscutível" de José Manuel Bolieiro no
Governo açoriano, sublinhando que os três partidos da coligação
"negociaram um modelo de governação para os Açores" e "os necessários
equilíbrios orgânicos".Ficou ainda
definido "unanimemente" o "peso institucional que cada partido teria",
tendo por base um "relacionamento de confiança entre as respetivas
lideranças partidárias", acrescenta.O
CDS-PP critica a postura de "outros partidos e outros protagonistas",
que diz serem "movidos pelo oportunismo e pela falta de compromisso com o
interesse regional" e que "tentam destabilizar e condicionar a ação
governativa" do executivo, que tem desenvolvido "políticas públicas
inovadoras" e com "elevado pendor social". "O
CDS-PP, no espaço do centro-direita, tem-se afirmado como um partido de
estabilidade, ciente das suas responsabilidades no Governo dos Açores e
no parlamento regional", assegura.O
partido lamenta que "o interesse regional e a estabilidade governativa
sejam desprezadas em nome de dúbios interesses partidários e de egos
pessoais, acima dos interesses dos açorianos". A
Comissão Política Regional do CDS-PP critica ainda a postura, no último
plenário do parlamento açoriano, do coordenador da IL/Açores e
deputado, Nuno Barata, acusando-o de ter revelado uma "atitude
oportunista".E, "movendo-se por aversões
pessoais e pela ânsia de mais poder, ameaçou a estabilidade política",
sobretudo "numa conjuntura social e económica tão desafiante", refere-se
ainda no comunicado."O coordenador da
IL/Açores, com a sua decisão, tornou-se um líder de duvidosa confiança,
evidenciando imaturidade e instabilidade reiterada", aponta ainda o CDS,
acrescentando que a Nuno Barata, "político da velha guarda no ativo,
juntaram-se rapidamente alguns contemporâneos Velhos do Restelo do PPD,
que apelaram pelo fim da coligação e por eleições antecipadas,
demonstrando um desejo saudosista pelo absolutismo de outras eras".O
CDS-PP sublinha que o cumprimento do projeto político em curso "é
decisivo para democratizar a sociedade", para "enfrentar a crise
económica e social, para a boa aplicação e execução do quadro de fundos
comunitários e para a concretização de políticas públicas geradoras de
desenvolvimento social e crescimento económico".A
Comissão Política Regional do CDS-PP expressa também "a maior
confiança" no Governo de coligação e no seu líder, José Manuel Bolieiro.