CDS-PP/Açores diz que responsabilidade do abastecimento nas Lajes é da Galp
Hoje 17:32
— Lusa/AO Online
Segundo
o líder parlamentar do CDS-PP açoriano, Pedro Pinto, a responsabilidade
do abastecimento da Aerogare Civil das Lajes, na ilha Terceira, é da
Galp e o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) faz a sua gestão, pelo que
considera que a empresa deve dar esclarecimentos sobre a falha no
combustível.“Com certeza que quanto maior
for o esclarecimento, melhor será a compreensão do que aconteceu e
poderá levar a que se melhore procedimentos, caso o que aconteceu
resulte de algum fator que possa ser corrigido ou melhorado, de alguma
falha que, entretanto, possa ser identificada para que não volte a
acontecer”, disse à Lusa.Pedro Pinto
sublinhou que “a responsabilidade do abastecimento é de uma empresa, a
empresa Galp, e, portanto, é da sua total responsabilidade o transporte e
o acondicionamento” do combustível para a aviação civil.Referiu
que o Governo Regional gere a Aerogare Civil das Lajes e “tem uma
reserva que permite que a operação programada durante uma semana
continue a ocorrer sem qualquer constrangimento, que é o que está a
acontecer agora”.Segundo o líder
parlamentar do CDS-PP toda a operação civil nas Lajes está a ocorrer
“sem nenhum constrangimento” e “tudo dentro da normalidade”.Lembrou
que “não é a primeira vez que isto acontece” e referiu que “o que está a
haver agora, mediaticamente, é um aproveitamento e um lançamento de
pânico na comunicação social que não ajuda a ninguém, porque nada está
em risco [a operação civil], as reservas [de combustível] existem e a
operação está a acontecer normalmente”.“Portanto,
o sistema está a funcionar, o sistema tem redundâncias, o sistema tem
reservas, isso está a acontecer. E tem redundâncias e tem reservas
exatamente para acudir a uma situação extemporânea como é esta de haver
um carregamento que não é considerado em condições para ser usado”,
acrescentou.O CDS-PP lamenta a “tentativa”
de os partidos da oposição aproveitarem uma circunstância para tentarem
“sacar dividendos políticos”, considerando a atitude “politicamente
irresponsável”.No domingo, o diretor da
Aerogare das Lajes, Vítor Pereira, revelou à Lusa que o combustível que
chegou à Terceira para abastecer a operação aérea civil “não cumpriu com
os testes de qualidade e segurança que a Galp tem para o seu produto” e
que a empresa optou por “não colocar este produto no mercado, porque
não estavam garantidas as condições de segurança para a aviação civil”.O
responsável assegurou, no entanto, que a infraestrutura tinha reservas
que permitiam garantir que a operação prevista não iria “sofrer
alterações”, embora tivessem sido tomadas medidas de precaução.