CDS-PP/Açores diz que "Novos Idosos" contribui para redução de listas de espera em lares
22 de mar. de 2023, 16:35
— Lusa
“Existem
alguns idosos a aguardar por vaga no lar D. Pedro V, mas o presidente
[da instituição] considera que o projeto ‘Novos Idosos’ tem ajudado
nesse processo, na medida em que existem idosos com autonomia que têm
preferido ficar na sua residência”, adiantou, em declarações aos
jornalistas.A deputada centrista falava à
margem de uma visita ao lar D. Pedro V, na Praia da Vitória, na ilha
Terceira, umas das instituições parceiras da implementação do projeto
piloto do programa “Novos Idosos”, que atribui até 948 euros mensais
para apoiar idosos que permaneçam nas suas habitações.A visita marcou o encerramento de três dias de jornadas parlamentares do CDS-PP/Açores na ilha Terceira.Na
Praia da Vitória, o projeto “Novos Idosos”, iniciado em junho de
2022, já chegou a 43 utentes e deverá atingir o número estipulado
inicialmente (50) no mês de abril.Catarina
Cabeceiras sublinhou o caráter “inovador e pioneiro” do projeto,
implementado pela vice-presidência do Governo Regional, na tutela do
líder regional do CDS-PP/Açores, Artur Lima.“Este
projeto é uma mudança de paradigma muito grande nos cuidados dos idosos
na nossa região”, frisou, acrescentando que “está a decorrer a um bom
ritmo” e “tem sido um sucesso”.A deputada
do CDS-PP destacou o “esforço histórico” do executivo açoriano no
reforço do apoio financeiro às valências de apoio a idosos, alegando
que, “em apenas dois anos”, as estruturas residenciais para idosos
tiveram “um aumento de 20% do valor padrão”, quando no anterior Governo
Regional (PS), “em seis anos, houve um aumento de 17%”.Lembrou
também que, em 2022, houve um aumento de 5% no financiamento da
valência de apoio ao domicílio e de 3,6% nos centros de dia,
acrescentando que o executivo “já assumiu que vai rever os valores para
2023/2024 mais cedo”.Catarina Cabeceiras
reconheceu que as instituições se deparam ainda com alguns desafios,
dando como exemplo o aumento do preço da energia em 2023.Questionada
sobre soluções para o problema, a líder parlamentar centrista disse que
é preciso perceber se as instituições se têm candidatado aos apoios
existentes para a melhoria da sustentabilidade energética.“Tendo
estes projetos, já irá ajudar, porque a verdade é que quanto mais
autónomos forem, em termos de energia, vai reduzir a fatura”, explicou.“Parece-nos
que o caminho deverá ser esse, no apoio a essa mudança do paradigma em
termos de uma maior sustentabilidade energética das próprias
instituições”, acrescentou.O PS/Terceira
criticou recentemente a redução de investimento público na ilha,
alegando que houve um corte de 40% no valor previsto para 2023 e que
“não há obra feita” na ilha pelo atual executivo.No
final de três dias de visita à Terceira, Catarina Cabeceiras reiterou
que “tem existido um investimento significativo na ilha”.“O
investimento tem existido, não tem de ser significativamente tudo em
betão. Se calhar é um bocadinho diferente da política a que estávamos
habituados, mas tem existido investimento efetivo na ilha Terceira e que
resulta na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, vincou.A
deputada deu como exemplo o aumento “significativo” de escalas de
cruzeiros na Praia da Vitória, referido numa reunião com a presidente do
município, e o “valor histórico de 800 mil passageiros”, em 2022, na
Aerogare Civil das Lajes, também visitada nestas jornadas.