CDS-PP/Açores defende reforço das acessibilidades aéreas e marítimas na região
Hoje 16:03
— Lusa/AO Online
Segundo Luís Silveira, que falava na ilha de
São Jorge, na abertura das jornadas parlamentares do partido, com o tema
"Refletir a Autonomia, Acessibilidades e Mobilidade", as
acessibilidades nos Açores constituem "o maior problema" das ilhas mais
pequenas e condicionam o seu desenvolvimento económico e social."Os
Açores não andam todos à mesma velocidade", afirmou o parlamentar,
sustentando que existe uma realidade distinta entre as ilhas com
ligações diretas ao exterior e aquelas que continuam dependentes de um
número reduzido de ligações aéreas e marítimas.Na
intervenção, o parlamentar defendeu que as ilhas de São Miguel,
Terceira, Pico, Faial e Santa Maria beneficiam de condições diferentes
das existentes em São Jorge e na Graciosa, apontando ainda Flores e
Corvo como as ilhas que “enfrentam maiores dificuldades de mobilidade”.Luís
Silveira, citado numa nota de imprensa do partido, considerou que a
melhoria das acessibilidades deve constituir uma “prioridade regional”.Na
sua opinião, "só com uma boa rede de transportes" será possível
“promover o desenvolvimento económico, atrair investimento e fixar
população”.O parlamentar do CDS-PP
criticou ainda a gestão operacional da SATA, defendendo que a companhia
aérea não dispõe de redundância mínima e capacidade de resposta em caso
de avaria de uma aeronave, situação que “penaliza sobretudo as ilhas sem
'gateway'”.Lamentou igualmente o
cancelamento dos voos da SATA para a ilha de São Jorge, o que, segundo a
nota, impediu a presença do presidente do CDS/Açores, Artur Lima, nas
jornadas parlamentares, bem como de dois oradores convidados.O episódio “demonstra as dificuldades que continuam a afetar a mobilidade entre as ilhas”, salientou.Entre
outras situações, o deputado referiu-se a declarações da secretária
regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas do Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM), Berta Cabral, sobre o número de companhias aéreas que
atualmente voam para os Açores, defendendo que essa realidade "não pode
ser confundida com a situação do todo da região”."Uma
coisa é voarem 17 ou 18 companhias para São Miguel. Outra coisa bem
diferente é voarem para os Açores", afirmou, defendendo que os
benefícios da abertura do mercado aéreo devem chegar a todas as ilhas.O
deputado também defendeu a revisão das Obrigações de Serviço Público
(OSP) e considerou que a região deve “combater o centralismo interno”,
apontando que não faz sentido “criticar o centralismo de Lisboa sem
reconhecer que também existem desigualdades dentro do próprio
arquipélago”.As jornadas parlamentares do
CDS-PP/Açores começaram na quinta-feira e terminam hoje no auditório da
Escola Profissional de São Jorge, no concelho das Velas.