CDS-PP/Açores de acordo com alterações do PS ao Subsídio Social de Mobilidade
Hoje 17:59
— Lusa/AO Online
“Estas
alterações vão no sentido daquilo que o CDS sempre defendeu como, por
exemplo, acabar com tetos injustos, eliminar exigências burocráticas
desnecessárias e corrigir um modelo de reembolso que penaliza os
açorianos”, afirma em nota de imprensa o partido, que integra a
coligação de governo dos Açores com o PSD e o PPM.A
comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação da Assembleia da
República aprovou na terça-feira as propostas de alteração apresentadas
pelos socialistas ao SSM.Os centristas
referem que foram “claros desde o início”, quando afirmaram que “este
sistema não servia as pessoas, que criava obstáculos onde devia haver
soluções e que colocava os açorianos a adiantar quantias avultadas para
depois esperar por um tempo de reembolso incerto”.A
estrutura regional considera que “em vez de simplificar, [o Governo da
República] veio criar mais obstáculos”, sendo que “ontem [terça-feira],
na Assembleia da República, começaram a ser corrigidos alguns erros que o
CDS denunciou desde a primeira hora”.Contudo,
os centristas adiantam que “não basta corrigir parte do problema” e
exemplificam com a plataforma eletrónica criada para obtenção dos
reembolsos, que “não está à altura, gera atrasos, incerteza,
desconfiança e não garante a continuidade territorial”.“Enquanto
assim for, não é aceitável que os açorianos continuem a ser sujeitos a
um modelo que falha. O grupo parlamentar do CDS/Açores defende com total
clareza que, até existir uma solução tecnológica verdadeiramente
funcional, testada e fiável, deve ser retomado um modelo que funcionou
durante anos, como o dos CTT”, afirmam.O
Governo publicou em janeiro um novo decreto-lei sobre o SSM, que exige
aos beneficiários do Subsídio Social de Mobilidade a ausência de dívidas
à Segurança Social e à Autoridade Tributária, e que cria a plataforma
eletrónica para obtenção dos reembolsos, entre outros.Este
novo diploma gerou críticas dos governos regionais dos Açores e da
Madeira e de vários partidos políticos, que apresentaram propostas de
alteração.A Assembleia da República está a
analisar, em comissão, quatro iniciativas de alteração ao decreto-lei
que define o modelo de atribuição do SSM: duas antepropostas de lei,
aprovadas nos parlamentos dos Açores e da Madeira, e duas apreciações
parlamentares, apresentadas por PS e Chega.Criado
em 2015, o SSM prevê a atribuição de um reembolso a residentes,
residentes equiparados e estudantes das duas regiões autónomas, que
resulta da diferença entre o custo elegível da passagem, paga na íntegra
pelo passageiro, e a tarifa máxima suportada pelo residente, definida
por portaria.Nos Açores, a tarifa máxima
suportada pelos residentes nas viagens (ida e volta) para o continente é
de 119 euros e a suportada pelos estudantes é de 89 euros, havendo um
limite de 600 euros no custo elegível da passagem.Nas
ligações entre a Madeira e o continente, a tarifa máxima para os
residentes é de 79 euros e a dos estudantes de 59 euros, com um limite
de custo elegível das passagens de 400 euros na ilha da Madeira e de 500
euros no Porto Santo.Nas viagens entre os
dois arquipélagos, a tarifa máxima dos residentes é de 79 euros e a dos
estudantes de 59 euros, havendo um limite máximo de 600 euros no custo
elegível das passagens.