CDS-PP/Açores convicto que será possível viabilizar a SATA a "curto prazo"
12 de fev. de 2021, 17:15
— Lusa/AO Online
Em declarações à Lusa, na
sequência da apresentação das linhas gerais do plano de reestruturação
da transportadora açoriana SATA, ao presidente do Governo dos Açores,
José Manuel Bolieiro, e aos partidos com assento parlamentar, Rui
Martins considerou que as “medidas apresentadas dão a entender que há um
plano sustentado para dar viabilidade económica à empresa a curto
prazo.”“Salvaguarda as preocupações
iniciais de manutenção de postos de trabalho, uma vez que ficou acordado
com os sindicatos a redução de cerca de 10% do número de funcionários,
salvaguardando os seus direitos”, afirmou o parlamentar do
CDS-PP/Açores.Para Rui Martins, cujo
partido integra a coligação de governo com o PSD e o PPM, o plano
“foca-se, sobretudo, na melhoria das condições operacionais,
flexibilização e otimização de recursos, o que permite inferir que se
está a cortar no acessório para o foco ser o cumprimento da missão da
SATA, que é servir os Açores e os açorianos”, na região e na diáspora.O
parlamentar admitiu, contudo, que “a negociação com Bruxelas não será
fácil” e, “dada a dimensão da companhia e dos problemas que se verificam
ao nível europeu com as empresas do setor, será necessário salientar a
importância estratégica desta empresa para a região e das
particularidades da ultraperiferia”.“A maior linha vermelha será qualquer solução que leve ao encerramento da SATA”, salientou.O
plano de reestruturação da transportadora açoriana SATA prevê o
regresso aos lucros em 2023, com o presidente da administração da
empresa a mostrar confiança em que, a partir desse ano, a operação seja
"sustentável"."Se conseguirmos concretizar
tudo como temos planeado, por um lado, e se não houver um agravamento
das condições pandémicas ou outras coisas quaisquer que possam vir a
surgir, as iniciativas confluem para que 2023 seja, de facto, um ano de
inversão e a operação se torne sustentável a partir daí", declarou na
quinta-feira Luís Rodrigues.No plano, é
estimada para este ano uma perda de 28 milhões de euros, em 2022 o
resultado deverá andar perto do zero e, em 2023, já são admitidos lucros
na casa dos 23 milhões de euros.O plano de reestruturação da transportadora prevê, até 2025, poupanças totais de 68 milhões de euros.Luís
Rodrigues adiantou os "quatro pilares" que levarão às referidas
poupanças: a reestruturação da frota, a eficiência operacional, a
negociação com fornecedores e a agilização do trabalho.Na
agilização do trabalho, Luís Rodrigues incorporou campos como a redução
salarial, que será, no seguimento de negociações com sindicatos, de
10%, ou a "rescisão negociada de trabalhadores".O corte de 10% será aplicado aos vencimentos acima dos 1.200 euros brutos mensais.Já
no que se refere à saída dos trabalhadores, o gestor declarou que
saíram já, em regime de reformas antecipadas ou pré-reformas, um total
de 48 quadros, sendo esperadas mais 100 saídas até 2023.