CDS-PP/Açores coloca PRR como foco no Orçamento Regional de 2026
15 de set. de 2025, 15:36
— Lusa/AO Online
“Estamos
num ano crítico para a conclusão do PRR e, portanto, o nosso foco
político está na conclusão do PRR, por tudo o que isso significa, seja a
conclusão material dos investimentos e seja, obviamente, evitar que,
pela não conclusão, tenhamos que devolver verbas do PRR", afirmou Pedro
Pinto, em declarações aos jornalistas.O
dirigente centrista açoriano falava no Palácio de Sant’Ana, em Ponta
Delgada, na ilha de São Miguel, após uma audiência com o presidente do
Governo Regional, José Manuel Bolieiro, no âmbito do
processo de auscultação sobre as antepropostas de Plano e Orçamento
Regional para 2026.“Não se trata tão só de
não concluir, trata-se de que o que estiver feito obviamente vai ser
pago, mas, não sendo concluído, o PRR não vai reembolsar a região,
portanto vamos ficar com essa despesa e, isso, obviamente, é uma
situação inaceitável e esse é um dos principais focos para este próximo
ano para o Plano e para o Orçamento” dos Açores, acrescentou.Segundo
Pedro Pinto, que também é deputado regional, o CDS-PP manifestou ao
presidente do Governo Regional “a sua preocupação para que sejam feitos
todos os esforços para que […] sejam concluídos todos os projetos em
curso para maximizar o PRR”. Por outro
lado, o programa Açores 2030 “também já está em velocidade de cruzeiro e
não podemos descurar os investimentos que são financiados por esse
programa”, acrescentou.Disse ainda que, no
encontro, o partido deixou claro que a região não pode “esquecer essa
componente do investimento”, que é “muito fundamental” não só para a
economia, mas também para a sociedade.Pedro
Pinto disse esperar que “tudo aquilo que já foi conquistado para todos
os açorianos ao nível social não fique prejudicado pelas necessidades de
investimento e de cumprimento das metas” do PRR e do programa Açores
2030.O responsável político garantiu que,
da parte do CDS-PP, não haverá uma crise política “rigorosamente
nenhuma” associada ao Orçamento Regional dos Açores para 2026.“Nós,
obviamente, não estamos na cabeça dos nossos opositores políticos.
Desejamos é que todos tenham sentido de responsabilidade”, declarou o
secretário-geral do CDS-PP/Açores, admitindo que “surpresas há sempre”.E
concluiu: “Não desejamos que haja aqui atos de pirataria a provocar
alguma instabilidade política […] à região e, portanto, as pessoas
depois vão ter que assumir dar a cara por esse ato. Não vale a pena,
depois, andarem a refugiar-se com desculpas, porque provocar uma crise
política, neste momento, é um verdadeiro ato de pirataria”.O Plano e o Orçamento dos Açores para 2026 vão ser discutidos e votados na Assembleia Regional em novembro.O
executivo saído das eleições legislativas antecipadas de 04 de
fevereiro de 2024 Governa a região sem maioria absoluta no parlamento
açoriano e, por isso, necessita do apoio de outro partido ou partidos
com assento parlamentar para aprovar as suas propostas.PSD,
CDS-PP e PPM elegeram 26 deputados, ficando a três da maioria absoluta.
O PS é a segunda força no arquipélago, com 23 mandatos, seguido do
Chega, com cinco. BE, IL e PAN elegeram um deputado regional cada,
completando os 57 eleitos.