CDS pede a António Costa que passe das "promessas" e "propaganda" na saúde à realidade
26 de dez. de 2019, 08:27
— Lusa/AO Online
“Infelizmente,
não vimos da parte do senhor primeiro-ministro [António Costa] um
reconhecimento da sua própria responsabilidade e do seu Governo nesse
muito que correu mal [na saúde em Portugal], porque de facto nos últimos
anos temos assistido a uma degradação quer dos serviços públicos de
saúde, quer dos hospitais. Quer do ponto de vista da gestão, quer do
ponto de vista do orçamento”, afirmou Cecília Meireles, na sede do CDS
em Guimarães, no distrito de Braga.O
primeiro-ministro, António Costa, endereçou esta noite aos portugueses
uma mensagem de Natal, e, no seu discurso de cerca de cinco minutos,
destacou como prioritário para Portugal a saúde, sublinhando uma
mensagem de “confiança e de compromisso de mais saúde”, com mais
autonomia para os hospitais, alargando o número de médicos de família e
um reforço de verbas no setor no Orçamento do Estado para 2020.Em
relação aos anúncios, a líder parlamentar do CDS constatou que “são
bem-vindos”, mas lembra que o CDS e os portugueses esperam que se tornem
realidade.“Esperamos que eles sejam mais
do que promessas e propaganda do Governo, [esperamos] que se concretizem
para que finalmente os portugueses possam ter um sistema de saúde. Mas
pode e deve incluir também serviços do setor social e serviços privados,
e deve incluir aquilo que seja o melhor para os doentes”, acrescentou a
deputada.Cecília Meireles considera que a
prioridade têm de ser os portugueses e que numa época como o Natal é
importante que tanto o Governo, como os partidos, se “saibam unir para
finalmente” essas “promessas” e essa “propaganda" se tornem realidade. “Aquilo
que o CDS espera é que das palavras do senhor primeiro-ministro se
vejam não apenas promessas, mas depois que elas sejam tornadas realidade
e que depois algumas propostas que nós temos vindo a apresentar”,
designadamente quando o hospital não oferece uma consulta no tempo
máximo garantido que o doente possa escolher recorrer ao serviço social,
público ou privado, sejam uma “realidade”, reiterou.O
primeiro-ministro dedicou hoje a sua mensagem de Natal ao "compromisso"
do Governo de reforçar orçamentalmente a capacidade de resposta do
Serviço Nacional de Saúde (SNS), prometendo atacar a sua "crónica
suborçamentação" e eliminar faseadamente taxas moderadoras.Ao
contrário do habitual, esta mensagem de Natal António Costa não foi
gravada na residência oficial do primeiro-ministro, mas, antes, na
Unidade de Saúde Familiar (USF) do Areeiro, em Lisboa, que entrou em
funcionamento no passado dia 16.