CDS/Açores propõe angariação de novos fluxos turísticos para a ilha Terceira
22 de fev. de 2019, 17:58
— Lusa/AO Online
“A
outra recomendação que vamos fazer é que o Governo promova ações de
captação de fluxos turísticos junto dos operadores e das companhias
aérea, de modo a colmatar esta sangria de turistas e a diminuição de
turistas para a ilha Terceira e para o grupo central de um modo geral”,
adiantou o líder regional do CDS, Artur Lima, numa conferência de
imprensa, em Angra do Heroísmo.Os
centristas vão apresentar um projeto de resolução, com pedido de
urgência e dispensa de exame em comissão, no plenário de março, que
recomenda ao executivo açoriano que promova a angariação de novos fluxos
turísticos para a ilha Terceira, junto de companhias aéreas e
operadores turísticos.Segundo
Artur Lima, o Aeroporto das Lajes, na ilha Terceira, foi o “único” nos
Açores a registar uma quebra de passageiros desembarcados, no verão de
2018.Quanto às
dormidas na hotelaria tradicional, o Serviço Regional de Estatística
dos Açores (SREA) registou um aumento de cerca de 1% entre 2017 e 2018
na ilha Terceira, mas os meses de abril, maio, junho, outubro, novembro e
dezembro registaram quebras.“É
fundamental os Açores terem, pelo menos, dois grandes aeroportos de
captação de turistas, Ponta Delgada e Terceira, para depois poderem
derramar para as outras ilhas, portanto, é fundamental que as Lajes
assumam a sua vertente civil e de captação de fluxos turísticos para a
Terceira e para o grupo central”, frisou Artur Lima.O
projeto de resolução do CDS lembra que a Terceira deixou de ter uma
ligação aérea direta a Berlim, em 2017, e que o voo para Madrid está
suspenso desde outubro de 2018, sem que haja indicação de que venha a
ser retomado na época alta de 2019.“Era
preciso perceber porque é que deixaram de operar”, salientou o líder
centrista, acusando a companhia aérea açoriana SATA de não servir a
Terceira, fazendo apenas três ligações por semana para Lisboa.O
CDS-PP propõe, por outro lado, que o Governo Regional divulgue a
certificação do Aeroporto das Lajes para a aviação civil junto de
entidades oficiais, como entidades aeronáuticas, companhias aéreas e
grandes operadores.“A
certificação civil tem de trazer alguns privilégios, senão vai correr
um risco de não passar de um embuste. A informação que temos é de que
não houve um aumento substancial relativamente a esta certificação
civil, que é pouco conhecida, porque nunca foi divulgada pelo Governo às
entidades oficiais”, apontou.Em
23 de julho, foi atribuída a certificação do Aeroporto das Lajes para a
utilização permanente pela aviação civil, dois anos depois de os
governos regional e nacional terem assinado um protocolo nesse sentido.O
CDS requereu, em agosto, na Assembleia Legislativa dos Açores e na
Assembleia da República os documentos que resultaram do processo de
certificação, como o manual do aeródromo, o programa de segurança das
Aerogare Civil das Lajes, o protocolo assinado entre a Força Aérea
Portuguesa e o Governo Regional e o acordo assinado entre a ANAC e a
Autoridade Aeronáutica Nacional (AAN), mas até à data ainda não os
recebeu.“Só
foram publicados os procedimentos de segurança”, avançou Artur Lima,
alegando que também não recebeu respostas sobre a falta de certificação
do anemómetro (instrumento de medição do vento) das Lajes.